O Mercosul fez 30 anos em 26 de março e o evento de aniversário do Mercado Comum da América do Sul contou com a defesa do deputado Celso Russomanno (Republicanos-SP), presidente do Parlasul, e defensor a criação de blocos econômicos.
Da mesma forma, entidades que representam o setor produtivo manifestam apoio ao bloco. Inclusive coops de vários ramos. Quase todos os que produzem acham o bloco importante.
O Mercosul é um bloco de países formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Contudo ainda não está completo. A Bolívia está em processo de adesão. Além disso, a Venezuela é um estado-parte que foi suspenso em 2017 por “ruptura da ordem democrática”. Outros países são estados-associados: Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Peru e Suriname.
O deputado explicou que, ao participar do bloco, o país poderá assinar um acordo comercial com a União Europeia.
“Hoje, um país para sobreviver neste mundo globalizado, ele precisa estar integrado a um bloco. E este bloco tem força econômica para fazer isso. Quando a UE, quando a Ásia, ou o própria Nafta — que são EUA, México e Canadá, — olham para o Mercosul, eles olham para quase 300 milhões de consumidores”.
O deputado disse ainda que o Mercosul aumentou o comércio interno em quase dez vezes. Porém, afirmou que a sociedade civil tem que participar mais das reuniões.
O Parlasul tem sede no Uruguai e é formado por parlamentares dos países membros. Além disso, Russomanno destacou que o parlamento tem aprovado o uso dos recursos do Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul para o combate à pandemia de Covid-19.
Mercosul e o Leite
Porém, nem tudo são flores. No início de março, cerca de 110 coops do Sistema Ocepar pediram a suspensão das importações de leite da Argentina e do Uruguai. Dessa forma, pretendem igualar condições de venda.
Segundo os brasileiros, eles não seguem as mesmas regras ambientais que existem no Brasil. Diante disso, o custo do leite fic mais caro.
Analogamente, outros problemas preocupam os produtores nacionais, como explica Rusomano:
“Por anos, os produtores brasileiros vêm se queixando de que a quantidade de leite importada do Uruguai é incompatível com o nível da produção daquele país. É possível que o país esteja adquirindo leite de outras economias, integrantes ou não do bloco, para em seguida revender ao Brasil”, disse o deputado.