O Sicoob Credicom, uma das principais cooperativas financeiras do Brasil e referência no atendimento a profissionais, estudantes e empresários da área da saúde, coloca a inovação no centro de sua estratégia de crescimento. E dispóe para a intercooperação o CREDICOMLab, ambiente criado para estimular ideias, colaboração, tecnologia e transformação cultural dentro da cooperativa.
Em entrevista ao Portal BR Cooperativo, o presidente do Sicoob Credicom, João Augusto Fernandes, destacou que a inteligência artificial já faz parte da realidade das instituições financeiras e deve ser tratada como caminho sem volta.
“A Inteligência Artificial é inevitável”, afirmou.
De acordo com Fernandes, a cooperativa mantém desde 2025 cursos a distância e presenciais voltados à capacitação de cooperados e equipes. Além disso, desenvolve projetos de inteligência artificial aplicados ao crédito, considerado uma das funções centrais das instituições financeiras.
A estratégia reforça uma visão cada vez mais presente no cooperativismo financeiro: inovar não significa copiar bancos e fintechs, mas usar tecnologia para melhorar a vida do cooperado, ampliar eficiência e preservar a relação de proximidade.
O que é o CREDICOMLab?
O CREDICOMLab é o laboratório de inovação do Sicoob Credicom. O espaço foi criado para acelerar projetos internos, estimular a criatividade, promover capacitação, aproximar áreas da cooperativa e transformar ideias em soluções práticas.
De acordo com informações institucionais da cooperativa, o laboratório atua com foco em transformação contínua, cultura de inovação, colaboração e impacto direto na jornada do cooperado. A proposta é conectar estratégia, tecnologia e execução para gerar melhorias nos processos internos e nos serviços oferecidos.
Na prática, o CREDICOMLab funciona como um ambiente de experimentação. Ali, a cooperativa pode testar projetos, discutir novas soluções, aproximar parceiros, promover workshops, realizar encontros e fortalecer a intercooperação com outras instituições.
Inteligência artificial entra no radar do crédito cooperativo
Ao tratar da inteligência artificial, João Augusto Fernandes chamou atenção para uma mudança que já atinge bancos, fintechs e cooperativas. A IA tende a influenciar análise de crédito, atendimento, prevenção de riscos, relacionamento com cooperados e personalização de serviços.
No caso do Sicoob Credicom, o presidente informou que há projetos de IA ligados ao crédito. A iniciativa tem relevância estratégica porque o crédito é uma das principais atividades de qualquer instituição financeira. No cooperativismo, porém, esse processo precisa respeitar uma lógica própria: atender bem, analisar com responsabilidade e manter o cooperado no centro da decisão.
Essa visão diferencia a cooperativa de modelos puramente comerciais. A tecnologia pode acelerar processos, mas não deve afastar a instituição de sua base social.
Crescer em tecnologia é perder a essência cooperativista?
Uma das perguntas centrais do debate sobre inovação nas cooperativas é se o avanço tecnológico pode enfraquecer o relacionamento humano. Para Fernandes, essa visão precisa ser superada.
“Muitos falam que crescer é perder a essência do cooperativismo. Uma das coisas que fazemos é trazer o cooperado para a participação”, afirmou.
O presidente lembrou que a participação do cooperado é um dos princípios do cooperativismo. Por isso, segundo ele, a inovação precisa caminhar ao lado da educação, da capacitação e do envolvimento da base social.
“Crescer em tecnologia não é perder a essência. É estar competitivo no mercado. Temos que crescer mantendo a nossa essência”, ressaltou.
A declaração resume um dos principais desafios do cooperativismo financeiro atual: competir em um mercado cada vez mais digital, sem transformar o cooperado em apenas mais um número dentro de uma plataforma.
Cooperado no centro da inovação
A Credicom busca mostrar que inovação cooperativista não começa pela tecnologia, mas pela necessidade do cooperado. A IA, os cursos, os projetos digitais e o CREDICOMLab aparecem como meios para fortalecer a cooperativa, e não como um fim em si mesmos.
Fernandes reforçou essa visão ao afirmar que o cooperado participa do planejamento da instituição.
“O cooperado está dentro do nosso planejamento. Está no centro de qualquer inovação”, disse.
A fala dialoga com a própria identidade do cooperativismo financeiro. Diferentemente de bancos tradicionais, nos quais o cliente consome serviços, nas cooperativas o associado também é dono do negócio e participa dos resultados. Portanto, a inovação precisa gerar valor econômico, social e relacional.
Intercooperação também move o laboratório de inovação
Outro ponto relevante é a participação de outras cooperativas nos projetos de inovação. O CREDICOMLab também atua como espaço de intercooperação, recebendo instituições, parceiros e atores do ecossistema de inovação.
Essa troca de experiências fortalece o sexto princípio do cooperativismo, que trata da cooperação entre cooperativas. No ambiente de inovação, isso significa compartilhar aprendizados, conhecer boas práticas, aproximar startups, universidades e empresas, além de desenvolver soluções em rede.
Com isso, o laboratório deixa de ser apenas um espaço interno da Credicom e passa a funcionar como um meio para impulsionar a inovação cooperativista de forma mais ampla.
Inovação com propósito cooperativo
O caso do Sicoob Credicom mostra que a inovação, quando bem conduzida, pode reforçar a identidade cooperativista. A tecnologia melhora processos, a inteligência artificial amplia possibilidades, os cursos capacitam pessoas e o laboratório aproxima ideias de soluções reais.
No entanto, o ponto central permanece o mesmo: o cooperado.
Ao completar uma trajetória de cinco anos em sua jornada de inovação, tendo o CREDICOMLab como símbolo desse movimento, o Sicoob Credicom reforça que o futuro do cooperativismo financeiro passa pela tecnologia, mas também pela participação, pela educação e pelo relacionamento humano.
Em um mercado cada vez mais competitivo, a cooperativa mostra que inovar não significa abandonar princípios. Ao contrário: significa atualizar os meios para manter viva a essência do cooperativismo.
Como o Sicoob Credicom usa inovação e inteligência artificial sem perder a essência cooperativista?
O CREDICOMLab é o laboratório de inovação do Sicoob Credicom. O espaço estimula ideias, colaboração, capacitação e desenvolvimento de projetos voltados à transformação digital e à melhoria da experiência do cooperado.
Segundo o presidente João Augusto Fernandes, a cooperativa desenvolve projetos de inteligência artificial aplicados ao crédito, uma das principais funções das instituições financeiras. A IA também pode apoiar processos internos, análise de dados e relacionamento com cooperados.
Para o Sicoob Credicom, não. A cooperativa defende que crescer em tecnologia é uma forma de continuar competitiva, desde que o cooperado permaneça no centro das decisões e participe do processo de transformação.
Nos bancos, a inovação costuma priorizar escala, eficiência e rentabilidade. Nas cooperativas, além desses pontos, a inovação deve gerar benefício direto ao cooperado, fortalecer a participação e preservar o relacionamento próximo.
O Sicoob Credicom investe no CREDICOMLab, promove capacitação, desenvolve projetos com inteligência artificial e fortalece a intercooperação. Além disso, mantém foco na área da saúde e no atendimento especializado ao cooperado.




























