O comércio virtual, aquele feito através de recursos online, cada vez mais faz parte das coops, principalmente as do agro. E uma delas, a Languiru, coop de produção agropecuária de Teutônia (RS). Ela passou a vender seus produtos na web através de uma empresa comercial digital, diferente do cooperativismo de plataforma.
Os sócios da Languiru escolheram a empresa de tecnologia Campear para chegar até o seu público. Assim, a coop vende as sementes, os defensivos e inclusive máquinas agrícolas e medicamentos veterinários aos seus clientes. Sobretudo através do aplicativo da empresa.
Trata-se de uma plataforma digital com foco no agro. Na verdade, é uma grande vitrine para vendedores, fabricantes, prestadores de serviço e produtores rurais.
De acordo com o gerente de Máquinas e Equipamentos da Languiru, Elias Tischer, o produtor rural está aberto a novidades. Um dos objetivos é antecipar as tendências. Por exemplo, a das máquinas agrícolas, presentes em alguma operação na lavoura.
“Então, temos que trazer equipamentos que superam as mudanças no campo e as demandas do produtor”, acrescentou.
Cooperativismo de plataforma
Porém, há uma alternativa às grandes plataformas digitais. E a solução começa a crescer no Brasil. São as cooperativas de plataforma. Aliás, não só no Brasil. O movimento cresce em todo o mundo. O Relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) revela que “o cooperativismo de plataforma está emergindo como uma alternativa empresarial de economia social e solidária ao modelo de plataforma dominante. Pesquisadores e profissionais progressistas no Norte Global estão defendendo o estabelecimento de modelos de negócios de plataforma alternativos em e-commerce, crowdwork e serviços sob demanda, estruturados e executados com base em princípios cooperativistas”.
De acordo com o portal Platform Cooperativism Consorcium, as coops de plataforma marcam presença em diversos setores. Assim, o grupo as define como organizações que vendem bens ou serviços. Principalmente por meio de um site, aplicativo móvel ou protocolo. E eles contam com a tomada de decisão democrática e a propriedade compartilhada da plataforma por trabalhadores e usuários.
Evento no Rio de Janeiro
Em novembro, os brasileiros recebem a conferência do Consórcio de Cooperativismo de Plataforma (PCC, na sigla em inglês) em parceria com o Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS Rio). O evento será no Museu do Amanhã, entre os dias 4 e 6 de novembro de 2022.
O PCC é um centro de pesquisa, construção de comunidades e advocacia para a transição digital das coops. Tem associados em vários países. Já o ITS é composto por professores e pesquisadores. O Instituto tem status consultivo especial na ONU e é co-organizador do evento.
Dessa forma, podemos esperar uma reunião de mentes mundiais em pleno Rio de Janeiro sobre plataforma cooperativa.































