Um dos destaques do último dia da Semana da Competitividade, promovida pelo Sistema OCB entre os dias 9 e 11 de junho, ficou por conta do lançamento do livro “Comunicação e Marketing no Cooperativismo”, uma obra essencial, verdadeira bússola para quem atua na comunicação cooperativista.
Diante de cerca de 800 profissionais da comunicação de cooperativas de todo o país,. o painel “Comunicar para cooperar: estratégias que conectam pessoas e negócios”, foi mediado por Samara Caroline de Araújo e contou com a presença de três especialistas autores de textos do livro:
- Samira Cardoso, especialista em Publicidade e Propaganda
- Patrícia Marins, especialista em Comunicação Estratégica
- Renan Silvestre, especialista em dados e análise de performance
📌 Destaque: “Comunicador não é bombeiro. Comunicador é gestor da comunicação”
Essa frase, dita por Patrícia Marins, foi um dos momentos mais aplaudidos do evento — e não por acaso. Afinal, quantas vezes os profissionais de comunicação são chamados às pressas apenas para “apagar incêndios”?
Patrícia foi enfática: comunicação exige planejamento, visão estratégica e protagonismo. “Não dá para envernizar o problema. Comunicação não é improviso. É gestão, é plano, é posicionamento”, afirmou.
De acordo com ela, as cooperativas vivem uma realidade plural, com múltiplas vozes e histórias poderosas. “É emocionante ouvir os relatos de transformação nos municípios. Mas, se cada cooperativa contar sua história de forma diferente, a sociedade brasileira continuará sem compreender a força do cooperativismo”, disse.
A saída? Adotar uma mensagem institucional unificada, baseada na tríade: Quem eu sou, o que faço e como comunico. Esse alinhamento, segundo Patrícia, é o caminho para ampliar o entendimento da sociedade sobre o papel estratégico das cooperativas no Brasil.
🔍 De onde viemos, onde estamos no cooperativismo
Samira Cardoso, por sua vez, traçou um panorama da evolução da publicidade:
“Saímos da era da interrupção e mergulhamos na era da performance. Comunicação e mídia paga se confundiram, e o funil de vendas, antes estruturado em etapas, começou a se dissolver”, explicou.
Ela destacou que, hoje, o consumidor é o protagonista da própria jornada. Ou seja, não se trata mais de empurrar a mensagem, mas de construir relevância e presença verdadeira, com base em dados e criatividade.
“Estamos vacinados contra fórmulas prontas. A comunicação atual exige sensibilidade, conexão e propósito”, afirmou. Para Samira, a chave está em resgatar o lado humano e estratégico da comunicação, unindo dados à emoção.
📊 Dados para transformar cooperativas: a contribuição de Renan Silvestre
Renan Silvestre lembrou durante a Semana da Competitividade que toda complexidade começa simples. “Se sua cooperativa ainda não usa dados na comunicação, comece com o básico. Faça perguntas, ouça os colaboradores da ponta, organize informações simples”, recomendou.
Renan defendeu uma abordagem incremental, onde o primeiro passo pode ser tão simples quanto fazer uma entrevista com quem lida com potenciais cooperados. “Quais são as objeções mais frequentes? Estamos respondendo a elas em nossas comunicações?”, provocou.
Além disso, destacou ferramentas práticas, como auditorias internas, clientes ocultos e benchmarking com outras cooperativas ou até empresas de outros setores. “Não precisa ser caro. Precisa começar”, reforçou.
🎯 Semana da Competitividade: comunicar para públicos diversos, de forma personalizada
No encerramento doúltimo painel da Semana da Competitividade, os especialistas responderam à pergunta: Como engajar públicos tão diversos como colaboradores, cooperados e a sociedade em geral?
Samira comparou o momento atual ao de alguém que tem a “faca e o queijo na mão” e só precisa saber como servir. “As pessoas querem conexão. E o cooperativismo tem isso de sobra. Falta comunicar melhor”, disse.
Da mesma forma, Patrícia complementou: “Vocês têm o mapa do Brasil na mão. A capilaridade de vocês é única. Mas isso exige uma comunicação muito mais sofisticada, profissional e personalizada.”
De acordo com ela, não adianta mais gritar no megafone para todos ouvirem. “É preciso entender onde está o público, como ele quer ser chamado e em qual canal ele prefere interagir. Comunicação de massa dá lugar à nano comunicação — a menor partícula da comunicação, que fala diretamente com o indivíduo, não com a multidão.”
✅Profissionalismo, estratégia e liderança
A principal lição do painel é clara:
📢 “Comunicador não é bombeiro. Comunicador é estrategista, gestor de reputação e agente de transformação.”
Dessa forma, ter um plano de comunicação estruturado — com objetivos claros, metas, públicos definidos e ações previstas — é o único caminho para uma comunicação eficaz nas cooperativas.
“Sem plano, tudo vira urgência. E, nesse cenário, a culpa recai sempre sobre a comunicação”, alertou Patrícia.
Por fim, ficou o convite para que os comunicadores das cooperativas se reconheçam como líderes da mudança, com papel essencial na construção da imagem e na conexão com a sociedade. O novo livro lançado pelo Sistema OCB chega como uma ferramenta essencial nesse processo. Principalmente por consolidar experiências, estratégias e a visão de quem vive e transforma o cooperativismo todos os dias.




























