A ovinocaprinocultura foi o destaque durante a reunião de planejamento do estande do Sebre-SC na 23ª Edição do Itaipu Rural Show, evento realizado no fim de janeiro no Centro de Difusão de Tecnologias da Cooperitaipu, em Pinhalzinho. A redução da mortalidade de cabritos e cordeiros foi um dos temas aborddos.
Representante do setor buscam soluções para o setor á oito meses. De acordo com o consultor credenciado ao Sebrae/SC e tecnólogo em agronegócio, Paulo Gregianin, esses encontros buscam mobilizar as lideranças para organizar desde a produção até a industrialização, envolvendo produtores, técnicos, instituições, associações e entidades de classe.
A estimativa é de que Santa Catarina conta com mais de 230 mil animais. Trabalham na atividade aproximadamente 10 mil produtores, sendo que nos últimos anos a produção tem se concentrado na região oeste catarinense. “Nosso Estado dispõe de cabanhas das principais raças de corte e é referência nacional na genética de leite”, destacou Gregianin.
Em Santa Catarina, o Sebrae disponibiliza consultorias tecnológicas do Sebraetec para empresas e cooperativas rurais do setor. Os trabalhos são voltados para aperfeiçoamento no sistema produtivo atual e na eficiência reprodutiva dos rebanhos. Entre os resultados estão a redução de mortalidade em cordeiros/cabritos, aumento da taxa de desfrute e planejamento dos nascimentos para ofertar cordeiros ao mercado nos períodos da safra e entre safra.
Outra iniciativa é do Senar/SC, que desenvolve desde 2016 o Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) em Ovinocultura de Corte. A ação proporciona às propriedades rurais visitas técnicas e gerenciais mensais e de maneira gratuita com o intuito de contribuir no aumento da produção, rentabilidade e melhora da qualidade de vida do produtor rural. Segundo o supervisor técnico da ATeG, Leandro Simioni, em 2021 o programa atendeu 390 produtores, em 67 municípios. Na região oeste participam produtores dos municípios de Xaxim e São Miguel do Oeste.
Para o empresário e prefeito de Lajeado Grande, Anderson Elias Bianchi, Santa Catarina tem vários projetos pontuais para o setor, mas o cenário atual revela que nos frigoríficos catarinenses são abatidos animais oriundos, principalmente de outros Estados.
“Isso comprova a necessidade de organizar rapidamente a cadeia produtiva e apresentar as dificuldades do setor para órgãos competentes. Já tivemos reuniões com empresários dos frigoríficos, com entidades e com a Secretaria de Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural e o próximo passo é elaborarmos um projeto para a ovinocaprinocultura para que possamos trabalhar de maneira organiza e com uma governança ativa”, ponderou






























