As cooperativas de energia realizaram encontro para definir critérios de segurança e proteção de operadores de sistemas elétricos entre outros. A cooperativa CERTAJA Energia realizou, nos dias 5 e 6 de outubro, o Encontro de Padronização da Federação das Cooperativas de Energia, Telefonia e Desenvolvimento Rural do Rio Grande Do Sul (FECOERGS).
Em suma, a programação envolveu 11 cooperativas. Participaram 39 técnicos das Comissões de Padronização da Área Técnica. A representação envolveu os setores de operação e manutenção dos sistemas elétricos e dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT).
A atualização da documentação técnica dominou o primeiro dia do evento. O tema foi o ajuste das proteções dos inversores de microgeração e minigeração distribuída. Outro temafoi a revisão dos regulamentos de Instalações Consumidoras – Fornecimento em Média Tensão (RIC-MT). Quanto ao SESMT, o foco foi a priorização e revisão dos procedimentos de trabalho e orientações técnicas.
Padronização das cooperativas de energia
O segundo dia do evento contou com um nome de peso: Aguinaldo Bizzo dretor da DPST – Desenvolvimento e Planejamento em Segurança do Trabalho. Também é membro do Grupo de Trabalho Tripartite (GTT) . Entre outras atribuições, é responsável pela elaboração da NR 10 vigente e da NR 35.

Crédito: Cristiane Lautert Soares/CERTAJA Energia
Eleorientou sobre a elaboração do Inventário de Perigos e Riscos Elétricos no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) para atendimento à NR 10 ea NR 01*. Tratou, ainda, sobre responsabilidade e cálculo da energia incidente; avaliação dos agentes de riscos do setor elétrico (GRO/PGR); prontuário elétrico e análise de riscos nas atividades no setor elétrico.
Bizzo abordou as dificuldades e os desafios para a estruturação da documentação no segmento de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica.
“A falta de literatura, a falta de conhecimento técnico para que se faça essa obrigatoriedade legal, que são o PGR e o Inventário de Perigos e Riscos Elétricos, têm causado muitos problemas para as empresas, em especial para esse setor, pela falta de subsídios para elaborá-los corretamente”, observou.
“O objetivo é este: vir aqui capacitá-los ou auxiliar para elaborar isso, e aproveitar e fazer uma atualização de todo o processo de atualização de normas regulamentadoras que está ocorrendo no Brasil. Sinto-me privilegiado de vir aqui. É uma satisfação estar com o pessoal”, complementou.
Resultado
Em resumo, organizador do evento, o engenheiro de segurança da CERTAJA Energia, Leandro Vargas, celebra o resultado da programação.
“Sem dúvida, contribuiu para o aprimoramento dos responsáveis técnicos pela análise dos perigos e riscos aos quais estão expostos os trabalhadores das cooperativas nas mais diversas atividades, seja na distribuição, transmissão e geração”. Ele também destaca que tudo só foi possível graças ao trabalho de muitas pessoas. “Muita gente colaborou para que o evento fosse um sucesso. Só tenho a agradecer a cada um que, de alguma forma, contribuiu. Temos uma equipe com muita harmonia.”
Engenheiro eletricista da FECOERGS e responsável pelo Programa de Padronização das cooperativas no Rio Grande do Sul, Luis Osório Martins Dornelles conta que tudo começou como um projeto, em 2003. O objetivo era unificar os padrões e as normas técnicas das cooperativas. Atualmente, a distribuição é o principal foco.
“Ele abrange a parte de projetos, construção e operação das redes aéreas de distribuição, e procura trazer procedimentos com o viés da segurança e metodologias para que o trabalho seja executado de forma ágil e, principalmente, segura”, explica.
Dessa forma, Osório aponta como benefício para as cooperativas a estruturação do Plano de Contingência para todo o Estado. Quando a área de atuação de uma cooperativa é acometida por um evento climático severo, um protocolo de ações estabelecido . Assim, torna possível que equipes de cooperativas co-irmãs auxiliem no restabelecimento de energia o mais rápido possível.
“É um diferencial que, hoje, as cooperativas têm, que a gente chama de intercooperação. Somos pequenos, mas somos unidos”.




























