Em relação à reciclagem, quais são os aspectos ue definem se deteerminado resíduo é reciclável ou não? De acordo com Renata Ross, gestora de Marketing e Relacionamento da TerraCycle, itens rejeitdos por catadores e cooperativas também podem ser reaproveitados de alguma maneira.
“Isso é possível quando empresas como fabricantes e/ou varejistas entram na equação e passam a custear, tanto a logística reversa quanto o processamento dos produtos e embalagens que foram colocados no mercado, e que se tornaram resíduo no final de seu ciclo de vida”, aponta Renata Ross.
A reciclagem é uma das boas práticas apresentadas para reduzir a quantidade de resíduos que vai para os aterros, e abrange uma grande diversidade de materiais possíveis de serem transformados novamente em matéria-prima. No entanto, existem alguns resíduos que vão diretamente para o lixo devido a sua complexidade.
Pouco se fala sobre quais aspectos separam os resíduos “recicláveis” dos “não recicláveis”. A verdade é que essa classificação se dá basicamente por questões econômicas. A reciclagem se inicia com a coleta destes materiais, seguida pelo transporte, manuseio, armazenamento e, por fim, a etapa final que envolve o processamento.
O lucro vem quando o custo deste processo é mais baixo do que o valor adquirido com a comercialização da matéria-prima reciclada. Logo, o resíduo poderá ser considerado “reciclável”, é o caso dos papelões e das latinhas de alumínio. Porém, quando o resultado financeiro dessa equação é negativo, os resíduos entram automaticamente para a lista dos “não-recicláveis”.
No Brasil, existem muitos catadores, em grande parte, por necessidade de sobrevivência. Certos produtos e embalagens descartados não se apresentam como uma opção viável de coleta. Isso porque demandam um esforço que não se traduz em retorno financeiro. e, por conta disso, acabam sendo rejeitados.
Lei dá prêmio para a reciclagem
O aproveitamento dos resíduos também está em pauta na Câmara. Projeto de lei 2880/22, do deputado Danilo Fortte (União-CE), prevê a criação de prêmios de incentivo a boas práticas na área de resíduos sólidos. O texto em análise na Câmara dos Deputados insere dispositivos na Política Nacional de Resíduos Sólidos.
“A lei hoje não prevê a premiação das boas práticas na área de resíduos sólidos. São atos como o reaproveitamento ou a reciclagem. Muito embora incumba o poder público de instituir medidas indutoras e linhas de crédito na busca dos objetivos da Política Nacional de Resíduos Sólidos”, disse o autor da proposta.
No entanto, Renata convida os consumidores a irem além. “Um passo importante para quem deseja reduzir a sua ‘pegada ambiental’ é estabelecer planos e metas individuais de redução do lixo gerado e incentivar pessoas próximas a fazerem o mesmo. A primeira e mais importante medida consiste na aplicação diária dos 5R ‘s, respeitando a seguinte ordem: Repense, Recuse, Reduza, Reuse e, por fim, Recicle tudo o que for possível”, finaliza.
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