A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, participou nesta quarta-feira (15) do programa “Bom Dia, Ministra”, transmitido pelo Canal Gov. Durante a sabatina, a ministra enfatizou a relevância do cooperativismo de crédito e a crescente participação das mulheres na gestão da agricultura familiar, apontando esses dois pilares como fundamentais para o desenvolvimento econômico sustentável do país.
A ministra apresentou números. De acordo com ela, 57% da agricultura familiar tem a mulher como condutora. lém disso, esta modalidade de negócio produz cerca de 400 variedades de produtos, ao passo que a agrigultura empresárial se resume a pouco produtos.
A Capilaridade das Cooperativas de Crédito
De acordo com a ministra, o Governo Federal reconhece que, para as políticas públicas serem eficazes, elas precisam chegar à “ponta”, ou seja, ao pequeno produtor rural. Nesse sentido, Dweck destacou que as cooperativas de crédito desempenham um papel que muitas vezes os bancos comerciais tradicionais não conseguem cumprir.
“As cooperativas de crédito são parceiras fundamentais, pois possuem uma capilaridade única. Elas estão presentes em municípios onde o sistema bancário tradicional muitas vezes não chega, garantindo que o recurso do Plano Safra e do Pronaf seja acessível de fato”, afirmou a ministra.
Além disso, a ministra pontuou que o modelo cooperativista oferece um atendimento humanizado e personalizado, o que facilita a desburocratização no acesso a linhas de financiamento, especialmente em momentos de crise ou reconstrução produtiva.
Mulheres no Campo: protagonismo na agricultura familiar
Outro ponto central da fala de Esther Dweck foi o protagonismo feminino. A ministra ressaltou que o governo tem incentivado a titularidade das propriedades rurais e dos contratos de crédito em nome das mulheres. Com efeito, essa estratégia visa não apenas a justiça social, mas também a eficiência produtiva, visto que a gestão feminina é reconhecida pela alta capacidade de organização e foco em sustentabilidade.
Portanto, programas como o Pronaf Mulher ganham destaque na agenda governamental. Dweck explicou que as cooperativas de crédito são o principal canal para que essas agricultoras acessem recursos destinados à inovação tecnológica e melhoria da infraestrutura nas propriedades.
Cooperativismo como Motor de Transformação Social
Ao ser questionada sobre a liderança das mulheres à frente das cooperativas e associações, a ministra foi enfática ao dizer que a organização coletiva é o que permite ao pequeno produtor competir em igualdade de condições no mercado. Dessa forma, o governo enxerga o cooperativismo não apenas como um modelo de negócio, mas como uma ferramenta de inclusão social e emancipação feminina.
Em suma, fica claro que o fortalecimento das cooperativas de crédito é o caminho mais curto para consolidar a agricultura familiar como o grande motor de abastecimento interno e progresso social do Brasil.




























