O fortalecimento do diálogo entre o regulador e o setor cooperativista deu o tom do Seminário BC/OCB – SNCC em Transformação, realizado nesta quinta-feira (16/04), no Auditório Dênio Nogueira, na sede do Banco Central, em Brasília. O evento reuniu as principais lideranças do segmento para discutir temas cruciais como supervisão auxiliar, modernização prudencial e sustentabilidade do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC).
Protagonismo e Maturidade Institucional
A abertura do seminário contou com a presença marcante da presidente executiva do Sistema OCB, Tânia Zanella. Ela enfatizou o momento histórico de “maturidade institucional” vivido pelas cooperativas de crédito brasileiras. Em seu discurso, Tânia ressaltou que a relação com o Banco Central evoluiu para um patamar de diálogo constante e técnico, . E isso é fundamental para o crescimento ordenado do setor.
“Não somos instituições financeiras na essência; nós somos cooperativismo. Esse é o nosso diferencial competitivo”, pontuou Tânia Zanella.
A executiva defendeu que as normas devem acompanhar as características próprias do modelo de negócio cooperativo, garantindo que o setor continue sendo um indutor de transformação social sem perder a segurança jurídica e operacional.
Supervisão Auxiliar: O Futuro da Governança
Um dos pontos altos do debate foi a supervisão auxiliar. Nesse sentido, o evento detalhou como o setor tem respondido com excelência às exigências da Resolução 4966 e da Resolução 14. Além disso, o diretor de Fiscalização do Banco Central, Aílton de Aquino Santos, reconheceu a capacidade de resposta das cooperativas frente aos novos desafios regulatórios.
De acordo com os especialistas presentes, o SNCC passou por um processo de consolidação expressivo nos últimos 15 anos. O número de instituições reduziu de 1.300 para cerca de 700 entidades, resultando em cooperativas muito mais robustas e preparadas. Como resultado, hoje já existem sistemas cooperativos operando no segmento S2, demonstrando uma solidez comparável à de grandes bancos comerciais.
Desafios e Sustentabilidade
Por outro lado, o seminário também serviu para alertar sobre a responsabilidade que acompanha a expansão do setor. A governança saudável foi apontada como o principal alicerce para a proteção do quadro social. Portanto, o foco em gestão de riscos e controles internos não é apenas uma exigência do regulador, mas uma estratégia de perenidade para o negócio cooperativo.
Ao encerrar o painel, as lideranças reforçaram que a transformação do SNCC é um processo contínuo. Com o apoio do Banco Central e a coordenação institucional da OCB, o cooperativismo de crédito se posiciona para ocupar um espaço ainda maior no Sistema Financeiro Nacional nos próximos anos.




























