Cooperativas ligadas ao Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS) participam em Manaus (AM) entre os dias 7 e 9 de março do Primeiro Grande Encontro Estadual do Extrativismo da Borracha.
O evento é realizado no âmbito da iniciativa “Juntos pelo Extrativismo da Borracha Amazônica”, que tem o objetivo de fortalecer a cadeia de borracha nativa da Amazônia.
Em pauta, a avaliação das atividades do último ano para a próxima safra. As atividades reúnem seringueiros de sete associações com produção na última safra dos municípios amazonenses de Pauini, Canutama, Eirunepé, Manicoré e Itacoatiara.
Além desses, também foram convidados extrativistas de outros municípios interessados em ingressar na iniciativa (Apuí, Boca do Acre, Santarém, Tefé). O evento conta com a presença de representantes dos Governos Municipais, do Governo do Estado do AM e de instituições que atuam na iniciativa.
“Juntas, essas instituições têm atuado no Amazonas com foco na reativação da cadeia da borracha no estado. Nosso objetivo é desenvolver uma relação comercial justa, responsável e inclusiva, justamente porque acreditamos no potencial do extrativismo para a conservação da floresta em pé e para a valorização da cultura dos povos e populações tradicionais”, explica Adevaldo Costa, presidente do Memorial Chico Mendes, responsável pela implementação do projeto no território.
Força dos extrativistas
A extração do látex é feita no segundo semestre, na temporada seca. Já a safra da castanha, ao contrário, ocorre no período chuvoso.
“Muitos extrativistas não têm noção da importância do que eles fazem ao manter a floresta de pé”, frisa Francisco Leandro do Nascimento Araújo. Ele é presidente da ASPAC (Associação dos Produtores Agroextrativistas de Canutama).
A produção da borracha envolve o manejo de seringueiras de ocorrência nativa nas florestas amazônicas. O processo de manipulação e a produção envolvem atividades com baixo impacto ambiental. Assim garante a manutenção da floresta e sem degradação, utilizando apenas de pequenas aberturas de trilha na mata adensada.
Por exemplo, uma família normalmente maneja uma área de 400-800 hectares de floresta para a produção média de 700 kg por safra de borracha. Então, como as atividades extrativistas se intercalam ao longo do ano, o produtor costuma trabalhar com outras 6 cadeias produtivas para compor a renda.
A renda desse produto é o meio de vida para milhares de famílias., junto a outros produtos da sociobiodiversidade. Sobretudo para as famílias que vivem em Reservas Extrativistas (RESEX) e demais áreas protegidas de uso direto, além de território indígenas e ribeirinhos.




























