A produção de cevada no Brasil está entrando em uma nova fase, marcada por desafios climáticos e inovações tecnológicas que prometem revolucionar o setor. Em meio a um cenário de expansão da indústria cervejeira nacional, cooperativas e produtores buscam soluções para aumentar a produtividade e qualidade do grão.
Entretano, o ano de 2024 foi particularmente desafiador para os produtores de cevada, especialmente no Paraná. De acordo com dados do Departamento de Economia Rural (Deral), a produção atingiu 286 mil toneladas, ficando 16% abaixo da expectativa inicial de 340 mil toneladas. Um dado preocupante revelou que 30% da cevada virou ração animal por força das circunstâncias. Isto impactouo significativamente a oferta para a indústria cervejeira.
Inovação genética na produção de cevada
Uma das principais novidades para 2025 é o lançamento da cultivar Princesa, desenvolvida especialmente pela Castrolanda. De acordo com Hebert Krupnishi de Lima, supervisor técnico da cooperativa, esta nova variedade representa uma solução para os desafios específicos da região de Castro:

“O clima em Castro é totalmente peculiar, com pouca luminosidade e alta umidade, fatores que potencializam a proliferação de fungos causadores de doenças”, explica Lima.
Outro marco significativo para o setor foi a inauguração da Maltaria Campos Gerais em 2024, um investimento de R$ 1,6 bilhão realizado através da intercooperação entre as cooperativas Agrária, Bom Jesus, Capal, Castrolanda, Coopagrícola e Frísia. Com capacidade para produzir 240 mil toneladas de malte por ano, a unidade representa um novo capítulo na produção nacional de cevada.
Seung Lee, Diretor Executivo da Castrolanda, destaca a importância estratégica deste investimento: “A Maltaria Campos Gerais tem uma importância fundamental para o Brasil, que é um dos maiores produtores de cerveja do mundo. Temos um mercado consumidor, a indústria cervejeira e, principalmente, um potencial muito grande.”
Perspectivas para 2025
Em resumo, para 2025, as expectativas são positivas com o lançamento da cultivar Princesa. “Vamos mostrar que essa cultivar não terá tantas falhas como as outras que já foram utilizadas pelos nossos cooperados. Acredito que sua chegada representa uma nova era da cevada na Castrolanda”, afirma o supervisor técnico da cooperativa.




























