A capital do Brasil recebeu, nesta segunda-feira (19), a 3ª Cimeira Internacional das Cooperativas de Língua Portuguesa, com a presença de representantes dos nove países lusófonos, reunidos no Hotel Brasil 21, em Brasília (DF). A abertura oficial foi conduzida por Remy Gorga Neto, presidente do Sistema OCB/DF, e contou com a participação de José Alves, presidente da ACI Américas, Eduardo Graça, presidente da OCPLP, e Márcio Lopes de Freitas, presidente da OCB Nacional.
Logo após a cerimônia de abertura, Márcio Lopes enfatizou a importância do cooperativismo como um modelo capaz de gerar prosperidade e enfrentar os desafios atuais da geopolítica. Segundo ele, “com os conflitos globais em evidência, o cooperativismo tem atuado como força mitigadora dos problemas sociais, onde muitas vezes os governos se mostram impotentes”. E completou: “não devemos nos apresentar de mãos estendidas pedindo ajuda, mas sim oferecer à sociedade uma alternativa real de desenvolvimento e bem-estar”.
O futuro do cooperativismo fala português
O primeiro painel da cimeira reuniu na manhã desta segunda-feira (19) José Alves, Eduardo Graça e Márcio Lopes, que debateram o papel estratégico das cooperativas de língua portuguesa e a expansão de sua presença internacional. Durante sua fala, Márcio destacou um dado alarmante: nos Estados Unidos, as cooperativas sofreram um corte de 60% na ajuda governamental em 2025. Em contrapartida, reforçou que, no Brasil, a sustentabilidade do sistema cooperativista é garantida pelas próprias cooperativas, que destinam 12% de seus recursos para manter sua representação institucional.
Além disso, ele ressaltou um ponto crucial: “onde há cooperativas, há desenvolvimento. O IDH das regiões com presença cooperativa é sempre maior”. Segundo Márcio, esse é um indicativo claro de que o modelo cooperativista deve ser promovido globalmente, ainda mais considerando que os nove países lusófonos estão estrategicamente distribuídos pelo planeta, com potencial de influência e articulação internacional.
Cooperativas médicas: impacto direto na saúde da população
Por sua vez, José Alves, presidente da ACI Américas e da Uniodonto do Brasil, destacou a força do cooperativismo na área da saúde. De acordo com ele, a Unimed reúne cerca de 120 mil médicos, mantém 160 hospitais próprios e atende milhões de brasileiros. Já a Uniodonto é composta por 22 mil dentistas, que juntos garantem atendimento a 3,5 milhões de pessoas.
Alves também lembrou que o reconhecimento internacional do modelo cooperativista está em expansão. A ONU, recentemente, declarou o Ano Internacional das Cooperativas pela segunda vez, reafirmando a relevância do setor. Além disso, antecipou que haverá, em agosto, no México, um grande evento voltado às cooperativas de crédito, com participação de organismos internacionais.



























