A realização da 3ª CICLP ( 3ª Cimeira Internacional de Cooperativas de Língua Portuguesa) marcou mais um passo essencial para o fortalecimento do cooperativismo, tanto no Brasil quanto no cenário internacional. O presidente do Sistema OCB Nacional, Márcio Lopes de Freitas, resumiu bem a importância desse encontro:
“Se você quer desenvolver negócios, você precisa conhecer o seu parceiro.”
Durante a entrevista ao portal BR Cooperativo, Márcio, direto da Casa do Cooperativismo da OCB/DF na Feira AgroBrasília, destacou o desafio que lançou ao cooperativismo brasileiro:
“O que aconteceu aqui na Cimeira é um exemplo prático. É a resposta a um desafio que fiz dentro da OCPLP e ao Remy Gorga Neto. A gente sempre fala que precisa agir, mas nem sempre toma atitude. Eu queria uma ação concreta. E eles, de forma muito honrosa, aceitaram o desafio e promoveram esse encontro, que é fundamental porque cria relações.”
3ª CICLP: negócios que aproximam cooperativas
Além dos painéis de debate sobre o desenvolvimento do cooperativismo nos países de língua portuguesa, a 3ª CICLP também contou com feira de negócios. No fim do primeiro dia, Remy Gorga Neto, presidente da OCB/DF, e Paulo Jorge Teixeira, presidente da Cooperativa do Povo Portuense, lançaram os Escritórios de Negócios das Cooperativas do Distrito Federal em Portugal e das Cooperativas de Portugal no Brasil.
Para Márcio Lopes, essa iniciativa vai facilitar (e muito!) as relações comerciais entre as cooperativas:
“Esse conhecimento facilita a relação de negócio. E vamos ser claros: é exportação? Sim, temos o que exportar. Mas também é importação, porque uma relação comercial só se sustenta se for de mão dupla. Podemos consumir produtos dos países de língua portuguesa e também vender nossos produtos para lá.”
O presidente do Sistema OCB Nacional ficou animado com as oportunidades abertas pelo evento, como a possibilidade de emitir títulos agrícolas em Portugal para captar recursos e financiar a agricultura brasileira:
“Vamos importar dinheiro português para financiar a nossa agricultura. E, ao mesmo tempo, vender soja, milho, frutas e outros produtos que produzimos aqui. Mas, para isso, é preciso que as pessoas se conheçam. A Cimeira proporciona esse contato: ouvir as mesmas palestras, almoçar e jantar juntos, visitar feiras como essa. É assim que as relações vão se fortalecendo.”




























