A Aliança Cooperativa Internacional (ACI) avançou mais uma etapa na articulação global do cooperativismo com a realização da Reunião Anual de Revisão do programa #coops4dev, promovida na semana passada em formato híbrido, com atividades presenciais em Roma e participação online de representantes de diferentes regiões.
O encontro reuniu os cinco escritórios responsáveis pela implementação da iniciativa: ACI África, Cooperativas das Américas, ACI Ásia e Pacífico, Cooperatives Europe e o Escritório Global da ACI. A proposta foi clara: avaliar os resultados alcançados nos últimos dois anos, compartilhar experiências entre continentes, fortalecer a cooperação inter-regional e alinhar as metas do próximo ciclo de trabalho.
A modalidade híbrida, além de ampliar a participação, também permitiu a presença de representantes da região Ásia-Pacífico que não puderam viajar em razão da situação no Oriente Médio e das restrições relacionadas a deslocamentos internacionais.
Parceria internacional mira desenvolvimento sustentável e inclusivo
O #coops4dev é o nome da parceria firmada entre a ACI e a União Europeia para o período de 2024 a 2028. Cofinanciado pela UE, o programa tem duração de cinco anos e busca fortalecer as cooperativas como empresas centradas nas pessoas, com foco em um desenvolvimento sustentável, democrático e inclusivo.
Além disso, a iniciativa pretende ampliar a capacidade de articulação da própria rede internacional da ACI e consolidar o papel das cooperativas como agentes estratégicos dentro da agenda de desenvolvimento da União Europeia.
Na prática, trata-se de um movimento que vai além da gestão institucional. O programa procura posicionar o cooperativismo como resposta concreta a desafios contemporâneos, como inclusão social, desenvolvimento territorial, preservação cultural e fortalecimento da democracia econômica.
Roma recebeu representantes do movimento cooperativo internacional
A reunião foi acolhida nas instalações da Legacoop, reconhecida como a organização cooperativa mais antiga da Itália. O ambiente serviu de base para os debates e para a troca de experiências entre os participantes.
Um dos momentos destacados do encontro foi a conversa com Danilo Salerno, diretor de Cooperativas das Américas, que compartilhou reflexões sobre o desenvolvimento do projeto e sobre a realidade do movimento cooperativo em diferentes regiões do mundo.
O diálogo reforçou uma percepção cada vez mais presente no setor: embora os contextos econômicos, sociais e políticos variem de país para país, os princípios cooperativistas continuam oferecendo uma base comum para enfrentar desafios globais.
Visitas de campo mostraram o cooperativismo em ação
Além das reuniões de revisão e planejamento, a programação incluiu visitas de campo voltadas à observação prática do modelo cooperativo italiano.
Os participantes conheceram a Case Romane del Celio, em atividade guiada pela CoopCulture, cooperativa especializada na valorização do patrimônio cultural e na construção de redes territoriais. A experiência demonstrou como o cooperativismo também pode atuar de forma estratégica na gestão cultural e na conexão entre história, turismo e desenvolvimento local.
Outro ponto da agenda foi a visita à Cooperativa Sociale Meta, organização sem fins lucrativos com trajetória consolidada nas áreas de serviços socioeducativos, inclusão social e bem-estar comunitário. Entre as iniciativas apresentadas esteve o Centro Interculturale Scholé, espaço voltado ao público jovem e dedicado à participação social, à convivência intercultural e à integração.
Cooperação entre regiões sai fortalecida
Ao final da reunião, a avaliação foi de fortalecimento dos vínculos entre os escritórios regionais e de renovação do compromisso conjunto com as ações previstas para o próximo ano.
Mais do que uma agenda técnica, o encontro em Roma funcionou como um ponto de convergência do cooperativismo internacional. Ao reunir planejamento, escuta, intercâmbio e experiências práticas, a ACI reforçou a ideia de que a cooperação entre regiões continua sendo um dos principais caminhos para ampliar o impacto social, econômico e institucional do setor no mundo.




























