O cooperativismo em Goiás está vivendo, atualmente, um dos momentos mais estratégicos da sua trajetória. Afinal, quem poderia imaginar que o estado estaria tão próximo de saltar de um faturamento de R$ 30 bilhões para uma marca ousada: R$ 50 bilhões?
Esse foi o tom inspirador da participação do superintendente do Sistema OCB/GO, Jubrair Gomes Caiado Júnior, na 3ª Cimeira Internacional das Cooperativas de Países de Língua Portuguesa, realizada nos dias 20 e 21 de maio de 2025, em Brasília. Durante uma entrevista exclusiva ao podcast da OCB/DF, Jubrair detalhou as estratégias e desafios que pavimentam esse caminho de crescimento.
Industrialização e exportação: os novos pilares do cooperativismo em Goiás
Logo que iniciou sua fala, Jubrair destacou: “Precisamos consolidar nossa vocação exportadora, mas, ao mesmo tempo, investir fortemente na industrialização”. Por que isso é tão essencial?
Ora, porque agregar valor aos produtos transforma simples commodities em soluções competitivas no mercado internacional. Assim, Goiás se reposiciona não apenas como fornecedor, mas como protagonista global.
De acordo com ele, criar condições para reduzir os custos de exportação — seja através de uma cooperativa de exportação, de uma trading ou até mesmo de uma sociedade anônima — é imprescindível.
“A industrialização permitirá transformar nossa matéria-prima em produtos de maior valor agregado, consolidando Goiás como uma referência do cooperativismo nacional e internacional”, reforçou Jubrair, como quem traça um mapa para o futuro.
Capacitação: o capital intelectual como motor da transformação
Quando perguntado sobre as prioridades do Sistema OCB/GO, a resposta foi imediata: “Fortalecer a profissionalização das cooperativas”.
Mas como fazer isso de maneira eficiente? Simples: investindo intensamente na qualificação das lideranças, com cursos de alta gestão e experiências internacionais.
Atualmente, conforme Jubrair relatou, missões técnicas estão sendo organizadas para a Suíça, com destino à renomada Universidade de St. Gallen, bem como para a Índia, com foco no agronegócio. Assim, simultaneamente, o Sistema amplia horizontes, absorve inovações e impulsiona a competitividade das cooperativas goianas.
“Capacitar uma liderança significa, também, capacitar toda uma cooperativa. O capital intelectual é, sem dúvida, a força que impulsiona nossa transformação”, destacou.
Fortalecimento das pequenas cooperativas: inclusão como princípio essencial
Por outro lado, será que os pequenos empreendimentos estão sendo esquecidos?
Certamente, não! Pelo contrário: o Sistema OCB/GO avança de maneira inclusiva, apoiando as grandes, médias e pequenas cooperativas.
“Estamos atuando com o Programa de Negócios voltado à agricultura familiar e às cooperativas de reciclagem”, informou Jubrair. Assim, ao mesmo tempo em que alavanca os grandes players, a entidade assegura que o cooperativismo permaneça como um modelo acessível e justo para todos.
“Afinal, o cooperativismo precisa, e deve, ser para todos”, reforçou ele, de maneira categórica.
Logística: o desafio permanente do “Custo Brasil”
Mas como avançar quando a logística ainda representa um obstáculo tão expressivo?
Jubrair não fugiu da questão: “O chamado ‘Custo Brasil’ encarece nossas exportações e prejudica nossa competitividade”.
Por isso, soluções precisam ser encontradas — e com urgência! Ele sugere, por exemplo, a melhor utilização dos rios para escoar a produção, melhorias na infraestrutura portuária e uma integração mais eficaz das cooperativas de transporte.
Um exemplo prático? A recente visita de uma comitiva ao Porto Sul, buscando alternativas logísticas mais eficientes. “Embora os avanços sejam lentos, estamos, enfim, caminhando. A união entre esforços públicos e privados será, com certeza, a chave para vencer esse desafio”, ponderou.
Atuação política: voz unificada e conquistas importantes
Além disso, Jubrair destacou a força da atuação política articulada do cooperativismo goiano, sempre em consonância com a OCB Nacional.
“Sempre que há uma pauta legislativa de impacto, atuamos juntos. Um exemplo foi a recente mobilização frente à reforma tributária, onde conseguimos preservar prerrogativas importantes para o setor”, relatou.
Mais adiante, ele apresentou um projeto inovador: a articulação de leis municipais de apoio ao cooperativismo.
“Já conquistamos mais de 22 leis aprovadas, realizando eventos que mostram à população o valor do cooperativismo, além de integrar ações sociais que fortalecem nossa identidade local”, acrescentou.
Educação cooperativista: formação que gera transformação social
Enfim, como transformar não apenas o cooperativismo, mas também a sociedade?
A resposta está na educação!
Segundo Jubrair, o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop-GO) tem se dedicado intensamente à formação de empregados e cooperados, oferecendo desde cursos técnicos até MBAs e graduações tecnológicas.
E o futuro? Ainda mais promissor: já se planeja a inclusão de programas de mestrado.
“Quem transforma a vida são as pessoas, e pessoas capacitadas transformam o mundo”, frisou Jubrair, com entusiasmo, como quem planta sementes para um amanhã mais justo e sustentável.
Cooperativismo em Goiás: modelo de esperança e transformação
Por fim, subitamente, Jubrair lançou um chamado à esperança:
“O cooperativismo é, sem dúvida, o modelo mais justo e sustentável para transformar nosso país. Precisamos, agora, trabalhar para atrair mais pessoas a esse movimento, a fim de construir um Brasil melhor.”
Assim, conforme evidenciado na 3ª Cimeira Internacional das Cooperativas de Países de Língua Portuguesa, Goiás avança, com passos firmes, como um exemplo vigoroso de inovação, profissionalismo e compromisso social, consolidando-se, definitivamente, no mapa do cooperativismo global.
Veja o podcast relizado em parceria entre o Programa CoopCafé e a OCB/GO em 20/05/25.






























