A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, lançou nesta terça-feira (11) na AgriZone, a expansão da plataforma Contrata+Brasil para a compra de alimentos. Em funcionamento desde fevereiro, a ferramenta permite que pequenos negócios possam vender para o governo. clusive cooperativas. In Para usar, os fornecedores precisam se inscrever e os agentes públicos precisam aderir ao sistema.
O anúncio foi feito no espaço da Embrapa e de parceiros durante a COP30. O ministro Paulo Teixeira disse que a plataforma é uma revolução para as cerca de 3,7 milhões propriedades da agricultura familiar no Brasil. Isso porque aproxima o comprador do vendedor de alimentos, reduzindo uma das principais dificuldades do setor, que é a venda de seus produtos. “O agricultor vai poder planejar sua produção e vender para o governo. Inclusivevai poder saber que dia o Exército precisa de cenoura, arroz ou uma escola precisa de frutas”, afirmou.
Teixeira ressaltou a importância da iniciativa para os produtores que vivem da sociobioeconomia na Amazônia. Aapresentou dados econômicos. Por exemplo, disse que o açaí tem lucratividade dez vezes maior que a da pecuária e cinco vezes maior que a da soja.
De acordo com Júlia Cruz, secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o anúncio tem tudo a ver com a COP30. Sobretudo por que o pequeno produtor de alimentos não está apenas no campo, mas também na floresta.
Para ela, a compra simplificada pelo governo de alimentos da agricultura familiar contribui para os objetivos climáticos do Brasil, porque conecta a demanda com quem produz de forma sustentável.
Mercado para produtores
Já o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto, lembrou que o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) há 32 anos coloca esse público mais pobre do campo no orçamento. “Sem licitação mas com alto controle, estamos comprando de 5.732 cooperativas em todo o País”, disse.
O Exército, o Ibama e a Prefeitura do Recife estão entre os órgãos públicos que já compraram alimentos no Contrata+Brasil. O general Carlos Feitosa, do Comando Militar do Norte, informou que utiliza a plataforma para a aquisição de alimentos para mais de 10 mil militares.
Alex Souza, superintendente do Ibama no Pará, disse que os alimentos adquiridos serão utilizados nos Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), para alimentar milhares de animais em reabilitação. Ele observou que muitos deles comem frutas pouco convencionais, e a agricultura familiar tem mais capacidade de atender essa demanda.
O prefeito João Campos anunciou que Recife já está comprando uva, manga, banana e laranja pela plataforma. “Já temos 30% e vamos para 45% de compras da agricultura familiar na nossa aquisição de alimentos”, disse.
Joel Linhares, presidente da Cooperativa Agroindustrial Frutos da Amazônia (Coafra), que reúne mais de 300 famílias de pequenos e médios produtores do Pará, afirmou que os cooperados estão prontos e têm muita produção para vender.




























