BR Cooperativo: O portal de notícias do cooperativismo brasileiro
Sem resultado
Ver todos os resultados
  • Login
  • Portal
    • Quem somos
    • Expediente
  • Últimas Notícias
  • Destaques
    • Agronegócio
    • Consumo
    • Crédito cooperativo
    • Educação
    • Eventos
    • Infraestrutura
  • Artigos
  • Colunistas
  • Agronegócio
  • Inovação
  • Revistas
  • Crédito Cooperativo
  • Portal
    • Quem somos
    • Expediente
  • Últimas Notícias
  • Destaques
    • Agronegócio
    • Consumo
    • Crédito cooperativo
    • Educação
    • Eventos
    • Infraestrutura
  • Artigos
  • Colunistas
  • Agronegócio
  • Inovação
  • Revistas
  • Crédito Cooperativo
Sem resultado
Ver todos os resultados
BR Cooperativo: O portal de notícias do cooperativismo brasileiro
Sem resultado
Ver todos os resultados
Propaganda
Home Agronegócio

Queda nos preços do arroz preocupa cooperativistas na safra 2025/26

Excedente produtivo, estoques elevados e descapitalização explicam o cenário adverso enfrentado pelos produtores

BR Cooperativo De BR Cooperativo
05/01/2026
Reading Time: 4 mins read
0
Arroz

A safra de arroz 2025/26 começa sob um sinal de alerta para os cooperativistas do setor agrícola. Apesar das ações do Governo Federal para apoiar a comercialização, os preços do grão seguem pressionados, comprometendo a rentabilidade dos produtores e levando a uma retração significativa da área plantada nos principais estados produtores. Mas, afinal, por que o arroz continua barato mesmo com os instrumentos de apoio em operação?

ARTIGOS RELACIONADOS

Sistema de crédito cooperativo: o que é, como funciona e por que cresce no Brasil

Sistema Ocergs recebe ministro da Agricultura para discutir pautas do agro gaúcho

Nova diretoria da ABSOLAR abre ciclo estratégico para energia solar e cooperativas no Brasil

Excedente produtivo ainda dita o mercado do arroz

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o principal fator por trás da queda dos preços é o elevado excedente produtivo deixado pela safra 2024/25. O volume expressivo de arroz ainda disponível no mercado interno impede a recuperação das cotações, funcionando como uma represa cheia demais: enquanto não houver escoamento relevante, o nível — ou, nesse caso, o preço — dificilmente sobe.

Para a safra 2025/26, a Conab estima uma produção de 11,465 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 10,13% em relação ao ciclo anterior. A área plantada deve recuar 5,63%, totalizando 1,665 milhão de hectares, enquanto a produtividade média está projetada em 6.887 kg/ha, com redução de 4,77%. Ainda assim, mesmo com esses recuos, o estoque remanescente segue elevado o suficiente para manter os preços sob pressão.

A visão das lideranças do setor

Em Santa Catarina, um dos principais polos de cultivo do país, o presidente do SindArroz-SC, Walmir Rampinelli, é direto ao diagnosticar o problema. Segundo ele, o grande volume de grãos disponíveis limita qualquer possibilidade de valorização no curto prazo. Diante disso, indústrias e cooperativas precisam adotar uma postura cautelosa, priorizando redução de custos, eficiência operacional e estratégias de gestão mais rigorosas.

Esse cenário atinge em cheio o cooperativista, que vê sua margem encolher justamente quando precisa de fôlego financeiro para planejar o próximo ciclo produtivo.

O papel do PEP, PEPRO e AGF: o que são e como funcionam?

Para mitigar os efeitos da queda de preços, o governo brasileiro, por meio da Conab, utiliza três instrumentos clássicos de política agrícola:

  • PEP (Prêmio para Escoamento de Produto): mecanismo que subsidia o escoamento do arroz de regiões com excesso de oferta para áreas deficitárias ou para exportação. O governo paga um prêmio a quem comprovar a compra do produto pelo preço mínimo e seu devido transporte.
  • PEPRO (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural): semelhante ao PEP, mas o prêmio é pago diretamente ao produtor ou à cooperativa, garantindo que ele receba, no mínimo, o preço estabelecido pela política agrícola, mesmo que o mercado esteja pagando menos.
  • AGF (Aquisição do Governo Federal): instrumento pelo qual o governo compra diretamente o arroz pelo preço mínimo, formando estoques públicos. Essa retirada do produto do mercado ajuda a reduzir a oferta disponível e sustentar os preços.

Esses mecanismos funcionam como uma rede de proteção, garantindo renda mínima ao produtor e assegurando o abastecimento nacional. No entanto, quando o excedente é muito elevado, como ocorre atualmente, seu efeito tende a ser limitado no curto prazo.

Menos área hoje, possível alívio amanhã

A perspectiva de melhora nos preços, segundo Rampinelli, está mais associada ao futuro do que ao presente. A descapitalização dos produtores deve resultar em um plantio ainda menor na safra 2026/27. Muitos agricultores chegarão ao próximo ciclo sem recursos suficientes para investir, provocando uma retração mais acentuada da área cultivada.

Esse movimento pode funcionar como um ajuste natural do mercado. Com menos arroz sendo produzido, a oferta tende a se alinhar melhor à demanda, abrindo espaço para uma valorização gradual dos preços para o produtor a partir do fim de 2026.

O desafio cooperativista

Para as cooperativas de produtores de arroz, o momento exige planejamento estratégico, união e diálogo constante com as políticas públicas. Assim como em uma engrenagem tem que estar alinhada para que o sistema volte ao equilíbrio.

A pergunta que fica é: como atravessar esse período de preços baixos sem comprometer a sustentabilidade do produtor cooperado? A resposta passa, necessariamente, por eficiência, organização coletiva e uso inteligente dos instrumentos disponíveis, enquanto o mercado busca um novo ponto de equilíbrio.

Tags: ConabSindArroz-SCWalmir Rampinelli
CompartilharTweetCompartilhar
BR Cooperativo

BR Cooperativo

Cobertura do coopeativimo brasileiro apuradas pela Redação do Portal BR Cooperativo. Sugestões de pauta para os e-mails redacao@brcooperativo.com.br e claudio.rangel@comunicoop.com.br.

Relacionado Postagens

Sistema-de-credito-cooperativo
Crédito cooperativo

Sistema de crédito cooperativo: o que é, como funciona e por que cresce no Brasil

13/05/2026
Sistema Ocergs
Cooperativismo

Sistema Ocergs recebe ministro da Agricultura para discutir pautas do agro gaúcho

12/05/2026
ABSOLAR
Infraestrutura

Nova diretoria da ABSOLAR abre ciclo estratégico para energia solar e cooperativas no Brasil

11/05/2026
Stablecoins
Inovação

Stablecoins no Web Summit Rio 2026: moedas sem fronteiras podem alavancar ou desafiar o cooperativismo?

10/05/2026
Premio BR+Coop
Eventos

Prêmio BRC – The Best Coop celebra 20 anos dos canais BR Cooperativo e homenageia lideranças do cooperativismo

07/05/2026
Expocitros 2026
Eventos

Expocitros 2026: setor citrícola se prepara para debater inovação, sustentabilidade e competitividade global

06/05/2026
Próximo Post
Cooperativas Sicoob

Cooperativas do Sicoob chegam a R$ 1,3 bi de liberações de recursos do BNDES em 2025

Sistema OCB apoia BC

Sistema OCB e Entidades Financeiras Reafirmam Apoio à Autonomia Técnica do Banco Central

Concred 2026

Um canal de notícias Comunicoop

Redação, Administração e Publicidade: Avenida Embaixador Abelardo Bueno, 1.111, bl. 2, sl. 216 – Barra da Tijuca – CEP 22775-039 – Rio de Janeiro – RJ

Redação:

redacao@brcooperativo.com.br – (21) 2533-6009

Comercial:

montenegro@brcooperativo.com.br  – (21) 99877-7735

Siga-nos

© 2022 BR Cooperativo - Todos so direitos reservados .

Sem resultado
Ver todos os resultados
  • Portal
    • Quem somos
    • Expediente
  • Últimas Notícias
  • Destaques
    • Agronegócio
    • Consumo
    • Crédito cooperativo
    • Educação
    • Eventos
    • Infraestrutura
  • Artigos
  • Colunistas
  • Agronegócio
  • Inovação
  • Revistas
  • Crédito Cooperativo

© 2022 BR Cooperativo - Todos so direitos reservados .

Bem vindo de volta!

Entrar na conta

Senha esquecida

Recupere sua senha

Digite os detalhes para redefinir a senha

Conecte-se