A guerra entre Rússia e Ucrânia tem um efeito grave no agronegócio. Isso porque o conflito provoca o aumento dos preços mundiais dos grãos, além de prejudicar as finanças de todos. A ameaça cai sobre a oferta global de produtos como milho e trigo.
As tensões no leste europeu prejudicam antes de tudo as exportações de cereais pela região do Mar Negro. Por exemplo, a Turquia tem fronteira com Russia e Ucrânia. É amiga das duas. Porém, bloqueou o acesso à região.
No mercado doméstico, segundo informações do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), apesar das valorizações externas, os preços do milho ficaram praticamente estáveis no Brasil na semana passada.
Isto porque os compradores se mantiveram afastados do mercado, e vendedores seguiram concentrados nas atividades de campo, seja na colheita da safra verão ou na semeadura da segunda safra.
Entre 18 e 25 de fevereiro, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (região de Campinas – SP) subiu 0,88%, fechando a R$ 97,34/sc de 60 kg na sexta-feira.
O agro e a guerra entre Rússia e Ucrânia
Para o Brasil, analistas dizem que, com a guerra, a alta do preço do trigo é indireta. O país importa os grãos da Argentina. Mas o preço global sofre pressão com o conflito.
No agro brasileiro, a preocupação é grande. O vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC), Enori Barbieri, diz que o preço do trigo vai aumentar. Com o aumento, teremos reajuste no pão, entre outros produtos.
Outro problema envolve os adubos. Enori diz que 85% desses produtos são importados da região hoje em guerra. A princípio, o agro tem estoque para seis meses. “Não há como fugir desses custos porque nós vivemos em um mundo de comércio e isso é uma prática globalizada que vai sofrer por cont desse conflito”, disse Enori Barbieri..































