O Índice de Confiança do Empresariado do Comércio sobre a economia brasileira sofreu queda no primeiro trimestre do ano. Segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC), a expectativa do setor caiu 1,3% em março e 1,2% desde janeiro de 2022. E um dos motivos foi a alta da inflação.
De antemão, o presidente da CNC cita a guerra entre Rússia e Ucrânia como um dos fatores que influenciam a expectativa no Comércio e o índice de confiança:
“O conflito deve influenciar, juntamente com comportamento dos valores internos, o crescimento da inflação. Os preços, em geral, devem permanecer em alta, principalmente em virtude da escalada dos combustíveis e das commodities”.
Todavia, o empresário acredita que deve investir em estoques. Ainda assim, o setor não deve contratar funcionários.
Assim sendo, o economista da CNC, Antonio Everton, avalia que a queda da intenção de contratar funcionários pode indicar ajustes nas empresas.
“A variação pode sinalizar uma adequação nos custos operacionais a uma perspectiva de menor faturamento”.
Ele acha ainda que o clima de menor confiança é agravado pela sazonalidade. Todo início de ano, a chegada de impostos aumentados (IPTU e IPVA), novos valores para condomínio e mensalidade escolar pesam nos orçamentos. Além disso, os juros reais por volta de 5% acima da inflação encarecem o custo da tomada do crédito.
“São fatos que também afetam a percepção dos empresários do comércio para uma conjuntura relativamente mais difícil”, lembra o economista.





























