O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve uma queda significativa. Os últimos números divulgados mostram uma redução expressiva, quase no rodapé do índice inflacionário.
No mês de maio, o IPCA registrou um aumento de apenas 0,23%, comparado aos 0,61% do mês anterior. Essa queda superou as expectativas do mercado financeiro, que previam uma inflação menor. As previsões médias apontavam para 0,33%, mas o resultado final ficou bem abaixo do esperado.
Os alimentos apresentaram um aumento devido a questões climáticas pontuais. Os analistas esperavam uma queda nos preços devido à safra agrícola recorde e à redução dos custos para os produtores e atacadistas. Em maio, a inflação dos alimentos ficou em zero, após registrar 0,73% em abril.
Entre os alimentos que tiveram quedas expressivas estão as frutas, o óleo de soja e as carnes. Além disso, as passagens aéreas também contribuíram para a redução da inflação, apresentando uma queda de 17,73%. No setor de transporte, os combustíveis também registraram queda, seguindo o anúncio recente da Petrobras sobre a redução do óleo diesel, da gasolina e do gás veicular.
Taxa de juros
Esses dados estimulam a expectativa de que as taxas de juros estejam próximas de uma redução. A partir desse resultado, ganha força a possibilidade de que a taxa Selic comece a cair a partir de agosto, saindo dos atuais 13,75% para algo em torno de 12,75% até o final do ano. Essa redução será importante para melhorar o endividamento das famílias e estimular o consumo.
Foi a primeira queda mensal registrada neste ano.
Com retração de 4,9%, o setor de Bens Duráveis e Semiduráveis foi o principal responsável pelo desempenho negativo. O setor de Serviços não apresentou variação em relação a maio de 2022. Já o setor de Bens Não Duráveis cresceu 1,8%, puxado por segmentos que incluem supermercados e drogarias.
“A queda do Varejo em maio está ligada à retração das vendas no segmento de Vestuário e Artigos Esportivos. Em maio de 2022 houve uma espécie de inverno fora de época, com quedas bruscas na temperatura. Isso fez com que o brasileiro, naquela ocasião, antecipasse suas compras de roupas para o frio, algo que não se repetiu em maio deste ano”, afirma Carlos Alves, vice-presidente de Produtos e Tecnologia da Cielo.




























