A falta de água preocupa todo o mundo e o reuso da água na agricultura é mais que necessário. Diante deste cenário, certmente o agronegócio — principal consumidor de água no Brasil — será alvo de discussões estratégicas na próxima Conferência do Clima da ONU, a COP30, em Belém.
Portanto, há quem se peocupe com o líquido precioso da humanidade. Mas nem tudo estáperdido. Já existem técnicas modernas capazes de transformar aquela água usada em algo nobre, novamente. Por exemplo, a solução da Nutribras Alimentos. Com sede em Sorriso (MT), a empesa mstrou durante o II Seminário Regional de Recursos Hídricos, em Sinop, que é possível tratar e reutilizar 100% da água consumida em suas operações. Um feito que soa como alerta e inspiração para todo o setor.
Reuso da água na prática
Porém, não é barato. A Nutribras investiu R$ 773 mil em 2023 em sistemas de tratamento e controle de consumo. O sistema trata a água captada, que passa por sete etapas antes de retornar ao ciclo produtivo com segurança. Já nas fazendas da empresa, os resíduos líquidos da suinocultura são reaproveitados na fertirrigação — nenhuma gota é descartada.
“Hoje, o frigorífico trata toda a água que consome. Nas fazendas, o resíduo vira fertilizante líquido, aplicado nas lavouras”, explicou Júnior Martins, engenheiro ambiental da empresa.
O sistema não apenas conserva água. A combinação de 20% de biofertilizante com 80% de água limpa na irrigação fecha um ciclo que poderia ser adotado por outras empresas do setor — mas ainda é exceção, não regra.
Essa prática dialoga diretamente com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente os ODS 6.3 (redução da poluição da água) e 6.4 (uso eficiente da água).
“A Nutribras rompeu paradigmas. Mostra que é possível fazer diferente, mesmo em uma indústria frigorífica — antes considerada vilã no uso de água”, afirmou Paulo Bellicanta, do Sindifrigo.
Menos pressão sobre rios e aquíferos
E o alerta vai além ao citar os mananciais. Como reforçou Arthur Paro, gerente da Águas de Sorriso, empresas que reutilizam água aliviam o estresse hídrico regional — especialmente em períodos de estiagem.
“Quando uma indústria como a Nutribras trata e reaproveita sua água, reduz drasticamente a extração dos nossos rios e aquíferos. Isso faz diferença para toda a comunidade”, observou Paro.
COP30: o momento de virar a chave
O caso da Nutribras serve de referência nas discussões da COP30 por representar uma mudança de mentalidade. Em vez de extrair, tratar e descartar, a empresa fecha ciclos, reduz impactos e mostra que a sustentabilidade não é discurso — é decisão.
“Sustentabilidade é prática diária. O agro precisa estar à frente das soluções, e não atrás da crise”, reforçou Eliel Ferreira, da Secretaria de Meio Ambiente do MT.































