A Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC) apresentou, durante a ExpoCacau 2025, em Ilhéus (BA), a Cartilha Técnica de Rastreabilidade do Cacau. A publicação é um guia fundamental para produtores, cooperativas de cacau, intermediários e indústrias que desejam comprovar a origem da matéria-prima, garantir transparência na cadeia produtiva e ampliar o acesso a mercados exigentes.
O que é rastreabilidade do cacau?
A cartilha define rastreabilidade como a capacidade de documentar todo o percurso do cacau – da lavoura até o chocolate – por meio de uma cadeia de custódia confiável. Dessa forma, o processo permite comprovar a origem do produto, assegurando boas práticas agrícolas, legais e ambientais.
Entre os modelos apresentados estão:
- Balanço de Massa;
- Identidade Preservada;
- Segregação Física.
Cada método oferece diferentes níveis de controle, mas todos contribuem para que o cacau brasileiro seja reconhecido pela qualidade e responsabilidade socioambiental.
Por que a cartilha é importante para as cooperativas?
As cooperativas do ramo agropecuário assumem papel central no processo de rastreabilidade. Com o apoio da publicação, elas podem:
- Garantir documentação correta, incluindo emissão de notas fiscais com CPF ou CNPJ do produtor;
- Facilitar a inclusão dos pequenos produtores no mercado formal, com apoio de sindicatos, prefeituras e órgãos de extensão rural como Ceplac e Emater;
- Aumentar a confiança entre produtores, compradores e consumidores;
- Valorizar o cacau rastreável, agregando preço e competitividade;
- Abrir portas para exportação, já que o mercado internacional exige cada vez mais comprovação de origem e sustentabilidade.
Cooperativismo como motor de transformação
Assim, a AIPC destaca que a cartilha vai além do aspecto técnico: trata-se de um instrumento de transformação cultural, que estimula transparência, legalidade e sustentabilidade em toda a cadeia produtiva.
Esse alinhamento está em conformidade com o papel da OCB – Organização das Cooperativas Brasileiras, que defende a rastreabilidade como pilar estratégico para o futuro do cooperativismo no Brasil.
Além disso, certificações internacionais como a Rainforest Alliance mostram que mercados consumidores valorizam cada vez mais práticas de sustentabilidade. Para as cooperativas, trata-se da chance de fortalecer sua governança, apoiar os associados e posicionar o cacau brasileiro como referência global em qualidade e confiabilidade.



























