A 48ª Expointer foi palco, nesta sexta-feira (5), de um dos anúncios mais aguardados pelo setor agropecuário: a renegociação das dívidas dos produtores rurais afetados por perdas climáticas em todo o país. O governo federal confirmou um pacote de R$ 12 bilhões em recursos do Tesouro Nacional, destinados a aliviar o endividamento no campo.
O anúncio contou com a presença dos ministros Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar). O presidente do Sistema Ocergs, Darci Hartmann, recebeu todos na Casa do Cooperativismo. Também acomanhou o gerente de Relações Institucionais e Sindicais, Tarcísio Minetto, com apoio da Fecoagro/RS.
Outras autoridades prestigiaram o evento. O presidente da Conab, Edegar Pretto, e o secretário da Agricultura do Rio Grande do Sul, Edivilson Brum, foram alguns deles. Vale destcara presença de representantes de entidades como Farsul, Fetag-RS, Simers, Fiergs, e das cooperativas de crédito Sicredi, Sicoob e Cresol. As entidades financeiras Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Banrisul também participaram.
Como funciona o pacote de renegociação
De acordo com o ministro Fávaro, os R$ 12 bilhões serão repassados diretamente pelo Tesouro aos bancos públicos, privados e cooperativas de crédito. Entre todos os entes, o BNDES é o responsável pela estruturação da operação. Além disso, incentivos tributários devem estimular a entrada de mais R$ 20 bilhões em recursos próprios das instituições financeiras.
“Reconhecemos o esforço do governo, que buscou fazer o máximo possível. Agora, o fundamental é aplicar rapidamente as medidas já anunciadas. O compromisso é ampliar esse volume para contemplar todos os produtores, pequenos, médios e grandes”, destacou Darci Hartmann, presidente do Sistema Ocergs.
Pauta das cooperativas na Expointer
Durante a Expointer, o Sistema Ocergs reforçou a necessidade de alongamento dos passivos das cooperativas. Segundo Hartmann, o ministro Fávaro foi receptivo às demandas e garantiu espaço para novos avanços:
“Esse é um trabalho muito importante que faremos a partir de agora”, afirmou.
Próximos passos
O governo já sinalizou que novas reuniões serão realizadas com o BNDES e outras instituições financeiras, a fim de ajustar a aplicação das medidas e garantir que cheguem com agilidade a quem mais precisa.
A renegociação das dívidas representa um alívio imediato para agricultores e cooperativas, mas também abre caminho para a construção de um plano mais robusto de sustentabilidade econômica no campo.
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