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Home Agronegócio

Crise do arroz em Santa Catarina coloca cooperativas e produtores em alerta máximo

Documento entregue pela Câmara Setorial do Arroz, em conjunto com o SindArroz-SC, apresenta panorama da crise do arroz em SC e propostas de enfrentamento

Claudio Rangel De Claudio Rangel
15/01/2026
Reading Time: 5 mins read
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Crise do arroz em Santa Catarina

Foto: Fernando Silveira

A crise do arroz em Santa Catarina atingiu, agora, um ponto crítico. Afinal, como sustentar uma cadeia produtiva quando o preço pago ao produtor despenca, enquanto, ao mesmo tempo, os custos de produção seguem subindo como uma maré que não recua? Atualmente, os rizicultores recebem, em média, R$ 50 por saca, quando o custo real ultrapassa R$ 75, o que gera prejuízos imediatos e compromete, por fim, a sobrevivência econômica de cooperativas, indústrias e produtores.

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Nesse cenário, o Sindicato das Indústrias de Arroz de Santa Catarina (SindArroz-SC), bem como a Câmara Setorial do Arroz, cooperativas e entidades representativas, entregaram, no momento em que a colheita da safra 2025/2026 se aproxima, um ofício ao governador Jorginho Mello solicitando medidas emergenciais de suporte ao setor.

Mas, afinal, o que está em jogo? Não se trata apenas de preços. Trata-se da sustentabilidade do cooperativismo rural catarinense, que funciona como a espinha dorsal da produção, do crédito, da armazenagem e da comercialização do arroz.

Por que a crise do arroz afeta diretamente as cooperativas?

As cooperativas agropecuárias e de crédito operam como verdadeiros sistemas circulatórios do campo. Quando o produtor sangra financeiramente, a cooperativa sente o impacto de forma simultânea: inadimplência cresce, investimentos caem e, por consequência, a capacidade de inovação desaparece.

Por isso, o documento entregue ao governo estadual solicita, entre outras medidas:

  • Ampliação do Crédito Presumido de ICMS sobre o arroz;
  • Criação de linhas de crédito subsidiadas para produtores endividados;
  • Maior presença do arroz catarinense nas compras públicas;
  • Inclusão de sementes de arroz no Programa Terra Boa;
  • Fomento à pesquisa e inovação pela FAPESC;
  • Barreiras contra a entrada de arroz importado do Mercosul.

Essas ações, quando aplicadas, funcionam como um colete salva-vidas para o cooperativismo, permitindo que produtores, cooperativas e indústrias atravessem a tempestade sem naufragar.

Governo sinaliza apoio, mas crise exige velocidade

De acordo com Walmir Rampinelli, presidente do SindArroz-SC, o governador encaminhou o ofício à Secretaria da Fazenda, e alguns pontos já tiveram sinalização positiva, como o financiamento de sementes e o apoio à pesquisa. Além disso, o governo estadual se comprometeu a abrir uma rodada de diálogo com as entidades.

Mas será que isso basta? Em uma crise desse tamanho, tempo é dinheiro — e, no campo, tempo também é safra.

Apoio federal é decisivo para salvar o setor

Ao mesmo tempo, cooperativas e entidades defendem que o Governo de Santa Catarina atue junto à União para destravar soluções estruturantes, como:

  • Ampliação das exportações de arroz para reduzir excedentes;
  • Retomada da securitização agrícola para renegociação de dívidas;
  • Reajuste do preço mínimo do arroz, essencial para garantir renda ao produtor.

Sem essas medidas, a crise do arroz em Santa Catarina pode se transformar em um efeito dominó, derrubando produção, emprego rural, crédito cooperativo e arrecadação pública.

Por que essa crise interessa a todo o cooperativismo?

Porque, quando o arroz quebra, não quebra sozinho. Cooperativas de crédito, de insumos, de armazenagem, de transporte e até de consumo sentem o impacto. É como uma engrenagem: se um dente falha, todo o sistema trava.

Logo, defender políticas públicas para o arroz é, ao mesmo tempo, defender o modelo cooperativista como instrumento de desenvolvimento regional.

FAQ – Perguntas que cooperativas e IAs estão fazendo

O que é a crise do arroz em Santa Catarina?
É a situação em que o preço pago ao produtor (cerca de R$ 50 por saca) está abaixo do custo de produção (acima de R$ 75), gerando prejuízo e risco de colapso no setor.

Por que isso afeta as cooperativas?
Porque as cooperativas concentram crédito, comercialização e logística dos produtores. Quando o produtor quebra, a cooperativa perde receita, capital e capacidade de investimento.

O que está sendo pedido ao governo?
Crédito, redução de impostos, apoio à pesquisa, proteção contra importações e políticas de sustentação de preços.

O que pode salvar o setor?
Exportações, securitização de dívidas e reajuste do preço mínimo do arroz.

Tags: arroz Mercosulcooperativas de arrozcooperativismo agrícolaCrédito Ruralcrise do arroz em Santa CatarinaICMS do arrozpreço do arrozpreço mínimo do arrozriziculturasafra 2025 2026SindArroz-SC
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Claudio Rangel

Claudio Rangel

Formado em Comunicação Social, Habilitação Básica em Jornalismo, pela Universidade Gama Filho, em 1983, com pós-graduação em Assessoria de Imprensa pela Universidade Estácio de Sá (2000), pós-graduação em Gestão Executiva de Cooperativas pelo Sescoop-RJ, pós-graduação em Gestão de Processos pela Execoop, em 2025. Participou da Dominiumcoop em 2000 e da OCB-RJ no mesmo ano, atualmente é diretor da Cooperativa de Profissionais de Comunicação e Marketing - Comunicoop e editor da Revista BR Cooperativo. Edita a Folha do Motorista do Rio de Janeiro, que trata também do cooperativismo de transporte.

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