O consórcio deixou de ser apenas uma alternativa e passou a ocupar papel central no planejamento financeiro dos brasileiros em 2025. Com a taxa Selic em patamar elevado, cooperados da Sicredi Dexis buscaram soluções mais previsíveis. E os números comprovam essa virada: as contratações de consórcios na cooperativa cresceram 42% em relação a 2024, somando R$ 919 milhões em créditos comercializados.
Mas o que está por trás desse avanço? A resposta combina educação financeira, diversificação de uso e fuga dos juros altos.
Em entrevista exclusiva ao portal BR Cooperativo, Tatiane da Silva, do setor de Consórcios da Sicredi Dexis, explica que o aumento da Selic despertou o interesse dos associados em entender melhor como funciona a modalidade.
“Cada vez mais pessoas procuram o consórcio como forma de economia e previsibilidade. O crescimento não acontece só pelos juros altos, mas também pela diversidade de finalidades que o produto atende hoje”, afirma.
Atualmente, o consórcio permite adquirir carros, imóveis, máquinas agrícolas, energia solar, viagens e até cirurgias, atendendo tanto pessoas físicas quanto jurídicas. Essa versatilidade transformou o produto em uma ferramenta de planejamento, não apenas de consumo.
Juros altos provocam migração do financiamento para o consórcio
Com o crédito tradicional mais caro, muitos cooperados trocaram o financiamento pelo consórcio. A razão é simples: o consórcio não tem juros.
Segundo Tatiane, a modalidade funciona com taxa de administração fixa, que não muda conforme a Selic sobe ou desce. Isso traz previsibilidade de custo, algo raro em tempos de instabilidade econômica.
Essa mudança de comportamento aparece claramente nos números. Além do crescimento de 42% nas contratações totais, o estado de São Paulo registrou alta ainda maior: 47% na comparação com 2024.
“O consórcio passou a ser a escolha de quem quer planejar e não ser surpreendido pelo custo do crédito”, resume a especialista.
Agronegócio puxa crescimento e já soma R$ 810 milhões na carteira
Se o consórcio já é importante nas cidades, no campo ele se tornou estratégico. Em 2025, as vendas de consórcios para o agronegócio cresceram 51%, atingindo R$ 250 milhões.
Do total de R$ 2,935 bilhões da carteira de consórcios da Sicredi Dexis, R$ 810 milhões pertencem ao agro, um avanço de 34% em relação ao ano anterior. O segmento reúne mais de 5,4 mil cotas ativas, crescimento de 13%.
Os produtores rurais buscam principalmente:
- Máquinas e equipamentos agrícolas (consórcios de pesados)
- Aquisição de propriedades rurais (consórcio de imóveis)
Em vez de depender de crédito rural com taxas variáveis, o produtor opta por um modelo que permite planejar a expansão da atividade com custo previsível.
Público jovem cresce e digitalização impulsiona adesão
Outro movimento observado pela Sicredi Dexis é o rejuvenescimento do público. A contratação digital tem facilitado o acesso ao consórcio, especialmente entre pessoas de 18 a 35 anos, faixa que cresceu mais de 25% nos últimos dois anos, segundo dados de mercado.
Esse público valoriza controle financeiro e planejamento de médio prazo. E esses são exatamente os pilares do consórcio.
“São consumidores que querem organização, menor custo e previsibilidade. Em um cenário de Selic alta, isso se torna ainda mais relevante”, explica Tatiane.
Por que o consórcio cresce quando a Selic sobe?
Porque o consórcio não cobra juros, apenas uma taxa de administração fixa. Quando a Selic sobe, financiamentos ficam mais caros, enquanto o custo do consórcio permanece estável, tornando-se uma alternativa mais econômica e previsível.
O consórcio é vantagem só para veículos?
Não. Hoje ele pode ser usado para imóveis, máquinas agrícolas, energia solar, cirurgias, viagens e serviços diversos, tanto por pessoas físicas quanto jurídicas.
Resumo estratégico
Com juros elevados, o brasileiro está trocando a pressa pelo planejamento. O crescimento do consórcio na Sicredi Dexis mostra que o cooperativismo de crédito oferece uma resposta prática ao cenário econômico: menos improviso, mais estratégia financeira.
Assim, quando planejamento vira prioridade, o consórcio deixa de ser alternativa e passa a ser protagonista.




























