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Home Crédito cooperativo

Sistema de crédito cooperativo: o que é, como funciona e por que cresce no Brasil

Entenda o que é o sistema de crédito cooperativo, como ele difere dos bancos, por que cresce no Brasil e como o Sicredi atua no Novo Desenrola Brasil.

Claudio Rangel De Claudio Rangel
13/05/2026
Reading Time: 19 mins read
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Sistema-de-credito-cooperativo

Assembleia da coop de crédito Sicredi

O sistema de crédito cooperativo ganha força nas buscas por solução contra o endividamento das famílias. Afinal, por que tantas pessoas procuram entender esse modelo justamente agora? A resposta passa por três fatores: além da solução para as dívidas crecentes, todos buscam por crédito mais acessível. Dessa forma, o crescimento das cooperativas de crédito vira alternativa concreta aos bancos tradicionais.

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A procura por crédito cresce no Brasil. Assim,o cooperativismo do setor deixou de ser um tema restrito a especialistas. Atualmente, ele está presente na rotina de milhões de pessoas, pequenos negócios, produtores rurais, profissionais liberais e comunidades que desejam acessar serviços financeiros com proximidade, participação e retorno coletivo. Segundo o Banco Central, o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo encerrou 2024 com 19,2 milhões de associados, R$ 885,3 bilhões em ativos e presença física em 58% dos municípios brasileiros.

Avanço nas pesquisas

Esse avanço ajuda a explicar o interesse crescente pelo tema. Quando a população pesquisa “sistema de crédito cooperativo”, muitas vezes quer saber se cooperativa de crédito é banco, se o dinheiro aplicado é seguro, se as taxas são menores, se há cartão, conta, financiamento, investimento, Pix, crédito rural, renegociação de dívidas e atendimento para empresas. A dúvida é legítima, porque o modelo oferece produtos semelhantes aos de instituições financeiras tradicionais, mas funciona com outra lógica.

Em vez de cliente, a pessoa é associada. Ao invés de “lucro direcionado a acionistas externos”, o resultado pode retornar aos cooperados na forma de sobras, conforme decisão em assembleia e participação de cada associado. Em vez de uma relação distante, o cooperativismo busca criar vínculo com a comunidade. Tudiferente do que nós percebemos no sistema bancário tradicional.

O que é o sistema de crédito cooperativo?

O sistema de crédito cooperativo é o conjunto de cooperativas, centrais, confederações, bancos cooperativos e estruturas de apoio que oferecem serviços financeiros aos seus associados. Na prática, essas instituições disponibilizam conta, cartão, crédito, financiamento, investimentos, seguros, consórcios, Pix, soluções para empresas, crédito rural e renegociação de dívidas.

A diferença está no modelo societário. Em uma cooperativa de crédito, o associado não é apenas usuário dos serviços. Ele também participa da instituição, pode votar em assembleias e acompanha a destinação dos resultados. Assim, a cooperativa combina serviço financeiro com participação democrática.

De acordo com o Banco Central, o segmento encerrou 2024 com 753 cooperativas singulares, 26 cooperativas centrais, três confederações e dois bancos cooperativos. A rede de atendimento superou a marca de 10 mil unidades, considerando sedes e postos de atendimento cooperativo.

Portanto, quando se fala em sistema de crédito cooperativo, não se trata de uma experiência isolada ou alternativa fora da legalidade. Estamos tratando de uma engrenagem regulada, fiscalizada e integrada ao Sistema Financeiro Nacional. E essa engrenagem movimenta recursos, concede crédito, capta depósitos e atua com padrões prudenciais definidos pelo Banco Central.

Cooperativa de crédito é banco?

A pergunta parece simples, mas exige uma resposta cuidadosa: cooperativa de crédito não é banco, embora ofereça muitos serviços parecidos. O banco tradicional opera com foco na remuneração de acionistas. A cooperativa de crédito opera para atender às necessidades financeiras dos seus associados.

Nos bancos, o cliente contrata produtos. Nas cooperativas, o associado participa da instituição. Nos bancos, o lucro pertence aos acionistas. Nas cooperativas, o resultado positivo é chamado de sobra e pode ser distribuído aos cooperados ou reinvestido, conforme deliberação coletiva.

Essa diferença muda a cultura financeira. Em uma cooperativa, o crédito não deve ser apenas uma operação. Ele precisa ser instrumento de desenvolvimento. De que adianta liberar dinheiro sem orientar o uso responsável? De que adianta renegociar uma dívida se a pessoa volta ao mesmo ciclo de inadimplência? Por isso, educação financeira, proximidade e acompanhamento ganham importância no cooperativismo de crédito. Aliás, Educação Financira para um 2026 mais tranquilo é o tema do artigo de Marcelo Hoffmeister.

As coops financeiras explicam ao público exatamente essa distinção. Nas cooperativas de crédito, a pessoa é cooperada, participa como dona do negócio, tem direito a voto e pode participar dos resultados. Também aponta que as cooperativas seguem princípios próprios, entre eles o interesse pela comunidade.

Por que o sistema de crédito cooperativo cresce no Brasil?

O crescimento do sistema de crédito cooperativo no Brasil ocorre porque o modelo responde a problemas concretos. Em muitas cidades, especialmente no interior, cooperativas mantêm atendimento presencial onde bancos reduziram agências. Além disso, elas conhecem melhor a realidade econômica local, o perfil dos empreendedores, a sazonalidade do agro, os ciclos do comércio e as dificuldades das famílias.

Segundo o AnuárioCoop 2025, o cooperativismo brasileiro reúne 25,8 milhões de cooperados, mais de 4,3 mil cooperativas ativas e presença em 3.586 municípios. No ramo crédito, as cooperativas somam 10.220 postos de atendimento e estão presentes em 469 municípios onde não há nenhuma outra instituição financeira.

Esse dado é decisivo. Onde não há agência bancária, a cooperativa pode ser a ponte entre o morador e o crédito, entre o agricultor e o custeio, entre o pequeno negócio e o capital de giro. Sem essa ponte, muitas comunidades ficam financeiramente isoladas. E um plantador sem crédito resulta em uma lavoura sem irrigação. Poderá até mesmo resistir por algum tempo, mas perderá força, produtividade e capacidade de crescimento.

O Banco Central também registra que o SNCC ampliou a presença em municípios sem atendimento presencial de bancos e consolidou-se, em algumas localidades, como a única alternativa física para acesso a serviços financeiros.

Como funciona a participação do associado?

A participação do associado é uma das marcas do sistema cooperativo. Ao ingressar em uma cooperativa de crédito, a pessoa integraliza uma cota de capital e passa a fazer parte do quadro social. A partir daí, pode utilizar os produtos e serviços, participar de assembleias, votar e acompanhar os resultados.

Esse modelo cria uma relação diferente com o dinheiro. O associado não está apenas diante de uma instituição que vende serviços. Ele integra uma organização que depende da participação coletiva para crescer. Assim, quanto mais consciente for o uso dos produtos, maior tende a ser a força da cooperativa.

A distribuição de sobras, por exemplo, costuma considerar a movimentação de cada cooperado ao longo do ano. Quem utiliza mais produtos e serviços pode receber uma parcela maior, conforme regras aprovadas pela própria cooperativa. No entanto, a destinação das sobras também pode envolver reservas, fundos educacionais, projetos sociais e fortalecimento patrimonial.

É aí que o cooperativismo de crédito se diferencia: ele combina eficiência financeira com pertencimento. O associado não pergunta apenas “quanto custa?”. Ele também pode perguntar: “para onde vai o resultado?”. Essa pergunta muda tudo.

Sistema de crédito cooperativo e desenvolvimento regional

O sistema de crédito cooperativo fortalece o desenvolvimento regional porque tende a reinvestir os recursos na própria comunidade. O dinheiro captado localmente pode financiar empresas locais, produtores locais e famílias da região. Como resultado, ele ajuda a manter a renda circulando perto de onde foi gerada.

No caso de pequenos negócios, isso é fundamental. Microempreendedores e pequenas empresas frequentemente enfrentam dificuldade de acesso a crédito, excesso de burocracia e juros elevados. Quando a cooperativa conhece o território, ela consegue avaliar melhor o risco, entender o contexto e oferecer orientação mais próxima.

O mesmo vale para o produtor rural. O agro depende de calendário, clima, insumos, máquinas, armazenamento, logística e mercado. Uma instituição que acompanha a realidade regional pode atuar não apenas como financiadora, mas como parceira de planejamento.

Por isso, o sistema de crédito cooperativo se tornou uma peça estratégica para inclusão financeira. Ele não substitui todo o sistema bancário, mas amplia a competição, oferece alternativas e cria um ambiente no qual o associado pode comparar condições, negociar melhor e participar das decisões.

Sicredi: exemplo de escala no cooperativismo financeiro

Entre os principais sistemas cooperativos de crédito do país, o Sicredi ocupa posição de destaque. Em 2025, a instituição financeira cooperativa atingiu R$ 455 bilhões em ativos totais, crescimento de 14,6% em relação ao ano anterior. O resultado líquido somou R$ 7,5 bilhões, com R$ 3,4 bilhões destinados à distribuição direta aos associados, conforme deliberação das cooperativas. (Sicredi)

O Sicredi também alcançou quase 10 milhões de associados em 2025 e superou a marca de 3 mil agências no Brasil. A instituição informou presença em mais de 2,2 mil municípios, sendo a única instituição financeira fisicamente presente em mais de 200 deles. (Sicredi)

Esses números ajudam a dimensionar por que o Sicredi aparece como solução relevante no contexto do Novo Desenrola Brasil. Em um programa que depende de capilaridade, confiança, atendimento e capacidade de renegociação, uma instituição cooperativa com presença física, canais digitais e vínculo com associados pode facilitar a reorganização financeira de famílias, empresas e produtores rurais.

Novo Desenrola Brasil: onde entra o sistema de crédito cooperativo?

O Governo Federal lançou o Novo Desenrola Brasil em 4 de maio de 2026, com previsão de duração de 90 dias. O programa oferece descontos de até 90% sobre dívidas antigas, taxa máxima de juros de 1,99% ao mês, prazo de até 48 meses, carência inicial e possibilidade de uso de parte do FGTS para pagamento parcial ou integral de dívidas elegíveis. (Serviços e Informações do Brasil)

Segundo o Ministério da Fazenda, podem participar pessoas com renda de até cinco salários mínimos, com dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e atraso entre 90 dias e dois anos. O limite de novo crédito é de até R$ 15 mil por pessoa, por instituição financeira. (Serviços e Informações do Brasil)

O programa também envolve diferentes frentes, como Desenrola Famílias, Desenrola Empresas, Desenrola FIES e ações para produtores rurais. O Ministério do Trabalho e Emprego informou que o Novo Desenrola tem potencial para alcançar mais de 100 milhões de pessoas e prevê uso de até R$ 8,2 bilhões do FGTS para quitação de dívidas em atraso. (Serviços e Informações do Brasil)

Nesse cenário, as cooperativas de crédito podem atuar como canais de reorganização financeira. Afinal, renegociar dívida não é apenas trocar uma parcela por outra. É reconstruir a vida financeira. E, para isso, o associado precisa entender prazos, juros, capacidade de pagamento, riscos de novo endividamento e prioridades do orçamento.

Sicredi Dexis no Novo Desenrola Brasil

A Sicredi Dexis anunciou participação no Novo Desenrola Brasil, oferecendo renegociação para pessoas físicas, pessoas jurídicas e agro. Segundo comunicado divulgado pelo Sistema Ocepar e anexado à pauta, a cooperativa adotará as condições do programa: juros de 1,99% ao mês, prazo de até 48 meses, dívidas em atraso entre 90 dias e dois anos, limite de até R$ 15 mil por pessoa e parcelas mínimas de R$ 50. (Sistema Ocepar)

O comunicado também destaca o Desenrola Rural, com ampliação do prazo para renegociação de dívidas de agricultores familiares até dezembro de 2026. A medida busca regularizar pendências financeiras e permitir a retomada da capacidade produtiva no campo. (Sistema Ocepar)

A fala do presidente da Sicredi Dexis, Wellington Ferreira, reforça a lógica cooperativista do programa. Segundo ele, a participação da cooperativa ajuda os associados no reequilíbrio financeiro, inclusive produtores rurais, garantindo continuidade das atividades no campo e ampliando o acesso a crédito com responsabilidade. (Sistema Ocepar)

Esse é o ponto central: o Sicredi não entra apenas como operador financeiro. Entra como instituição cooperativa que conhece seus associados e pode transformar o Desenrola em uma oportunidade de educação financeira, reorganização do orçamento e retomada do crédito.

Renegociação não é perdão de dívida: é recomeço com responsabilidade

É importante explicar ao leitor que renegociação não significa apagar problemas financeiros por mágica. O Desenrola pode reduzir juros, alongar prazos, oferecer descontos e facilitar a saída da inadimplência. No entanto, o novo acordo precisa caber no orçamento.

Uma dívida mal renegociada pode virar uma bola de neve com novo nome. Por isso, antes de aderir, o consumidor deve responder a três perguntas simples: quanto devo? Quanto posso pagar por mês sem comprometer despesas essenciais? O que farei para não contrair nova dívida cara?

O próprio Novo Desenrola prevê ações de educação financeira por parte das instituições participantes. O Ministério da Fazenda informou que as instituições financeiras devem investir em educação financeira valor correspondente a 1% das garantias do programa. (Serviços e Informações do Brasil)

Nesse ponto, o cooperativismo de crédito possui vantagem cultural. Como trabalha com proximidade e relação associativa, pode orientar o cooperado de forma mais contínua. Além disso, o Sicredi mantém uma frente de recuperação de crédito com renegociação, parcelamento flexível, descontos especiais e consultoria financeira para reorganização das finanças. (Sicredi)

Como o associado deve avaliar uma renegociação?

Antes de aceitar uma proposta, o associado deve observar o valor total da dívida, o desconto aplicado, a taxa de juros, o prazo, o valor da parcela, a data de vencimento e as consequências em caso de atraso. Também precisa verificar se a renegociação envolve uso de FGTS, pois esse recurso tem finalidade de proteção do trabalhador.

O ideal é que a parcela renegociada não comprometa gastos essenciais, como alimentação, moradia, transporte, saúde e educação. Caso contrário, o alívio imediato pode virar aperto futuro. O crédito, quando bem usado, é ferramenta. Quando mal usado, é corrente.

A cooperativa pode ajudar nessa análise ao oferecer atendimento próximo e orientação financeira. O Sicredi, por exemplo, informa que seu processo de recuperação de crédito envolve contato pelos canais oficiais, atualização cadastral, identificação da dívida, proposta personalizada, aceite e remoção dos órgãos de proteção ao crédito após o pagamento, em até cinco dias úteis. (Sicredi)

Diferença entre sistema cooperativo e sistema bancário tradicional

A diferença entre sistema cooperativo e sistema bancário tradicional pode ser resumida em cinco pontos:

Primeiro, a propriedade. No banco, os donos são acionistas. Na cooperativa, os donos são os associados.

Segundo, a finalidade. O banco busca lucro para remunerar capital. A cooperativa busca prestar serviços aos cooperados e gerar desenvolvimento.

Terceiro, a governança. No banco, o poder acompanha a estrutura acionária. Na cooperativa, cada associado tem direito a voto, conforme o princípio democrático.

Quarto, a destinação dos resultados. No banco, o lucro vai aos acionistas. Na cooperativa, as sobras podem voltar aos cooperados ou ser reinvestidas.

Quinto, a relação territorial. Bancos podem fechar agências por estratégia de rentabilidade. Cooperativas tendem a manter vínculo mais próximo com as comunidades onde atuam, porque sua base social está ali.

Essa diferença não significa que cooperativas sejam sempre mais baratas em todos os produtos ou melhores em qualquer situação. O consumidor deve comparar condições. Entretanto, significa que o modelo opera com outra lógica econômica e social.

Segurança: o dinheiro na cooperativa de crédito é protegido?

Uma dúvida frequente é se aplicar dinheiro em cooperativa de crédito é seguro. As cooperativas são reguladas pelo Banco Central e integram o Sistema Financeiro Nacional. Além disso, depósitos e instrumentos elegíveis contam com mecanismos próprios de proteção, como o Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito, o FGCoop, dentro dos limites e regras aplicáveis.

Para o leitor comum, a orientação é simples: verificar se a cooperativa é autorizada pelo Banco Central, conhecer as condições do produto, entender garantias, prazos e riscos, e nunca contratar crédito ou investimento por canais suspeitos. Em tempos de renegociação de dívidas, golpes financeiros se multiplicam como ervas daninhas em terreno abandonado.

Por isso, quem deseja renegociar pelo Desenrola deve usar apenas canais oficiais da instituição financeira. O Ministério da Fazenda informa que os interessados devem procurar diretamente os bancos e instituições financeiras onde possuem dívidas. (Serviços e Informações do Brasil)

Sistema de crédito cooperativo e educação financeira

O sistema de crédito cooperativo cresce porque oferece crédito, mas se sustenta quando promove educação financeira. Sem orientação, o crédito pode virar dependência. Com orientação, ele vira planejamento.

Educação financeira não é apenas cortar gastos. É entender renda, prioridades, reservas, crédito, juros, consumo, investimento e proteção. No caso das famílias, pode significar sair do cheque especial, renegociar cartão, evitar apostas, reorganizar contas e reconstruir o nome. Já em relação às empresas, pode significar separar finanças pessoais e empresariais, planejar fluxo de caixa e negociar capital de giro com responsabilidade. No caso do agro, pode significar alinhar crédito ao ciclo produtivo.

O Novo Desenrola Brasil, ao exigir ações educativas das instituições participantes, reconhece que o problema da inadimplência não se resolve apenas com desconto. É preciso mudar comportamento financeiro. E aí o sistema cooperativo tem uma mensagem forte: crédito não é favor; é confiança organizada.

Conclusão: crédito cooperativo é mais que produto financeiro

O sistema de crédito cooperativo está em alta porque responde a uma necessidade real do Brasil: acesso a serviços financeiros com proximidade, participação e desenvolvimento regional. Em um país marcado por endividamento, desigualdade de acesso ao crédito e concentração bancária, as cooperativas oferecem uma alternativa que une eficiência econômica e compromisso comunitário.

O Novo Desenrola Brasil amplia esse debate. Ao permitir renegociação de dívidas, uso de parte do FGTS, descontos e prazos maiores, o programa cria oportunidade para milhões de brasileiros reorganizarem a vida financeira. Porém, o sucesso dessa política dependerá da forma como as instituições orientarão seus públicos.

Nesse contexto, o Sicredi, especialmente por meio da adesão da Sicredi Dexis ao programa, aparece como exemplo de como o cooperativismo de crédito pode atuar além da renegociação. Pode orientar, acolher, educar e ajudar o associado a voltar ao mercado de crédito com responsabilidade.

Afinal, crédito não é apenas dinheiro emprestado. Crédito é confiança. E, no cooperativismo, confiança se constrói coletivamente.

FAQ

O que é sistema de crédito cooperativo?

Sistema de crédito cooperativo é o conjunto de cooperativas de crédito, centrais, confederações, bancos cooperativos e estruturas de apoio que oferecem serviços financeiros aos associados, como conta, crédito, investimentos, cartões, Pix, seguros, consórcios e renegociação de dívidas.

Cooperativa de crédito é banco?

Não. A cooperativa de crédito oferece serviços semelhantes aos de um banco, mas funciona de forma diferente. O usuário é associado, participa da instituição, pode votar em assembleias e acompanhar a destinação dos resultados.

Qual a vantagem de uma cooperativa de crédito?

O que é sobra em uma cooperativa de crédito?

Sobra é o resultado positivo da cooperativa após o fechamento do exercício. Ela pode ser distribuída aos associados, reinvestida na cooperativa ou destinada a fundos, conforme decisão em assembleia.

Quais são as condições do Novo Desenrola Brasil?

O programa prevê descontos de até 90%, taxa máxima de juros de 1,99% ao mês, prazo de até 48 meses e possibilidade de uso de parte do FGTS para pagamento parcial ou integral de dívidas elegíveis.

Quem pode participar do Novo Desenrola Brasil?

Segundo o Governo Federal, podem participar pessoas com renda de até cinco salários mínimos, com dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e atraso entre 90 dias e dois anos, respeitadas as regras do programa.

O que é Desenrola Rural?

O Desenrola Rural é uma frente do Novo Desenrola voltada à renegociação de dívidas de agricultores familiares, com prazo ampliado até dezembro de 2026.

Tags: banco centralCooperativas de créditocooperativismo de créditocrédito cooperativoDesenrola BrasilEducação financeirainclusão financeirarenegociação de dívidasSicredisistema de crédito cooperativo
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Claudio Rangel

Claudio Rangel

Formado em Comunicação Social, Habilitação Básica em Jornalismo, pela Universidade Gama Filho, em 1983, com pós-graduação em Assessoria de Imprensa pela Universidade Estácio de Sá (2000), pós-graduação em Gestão Executiva de Cooperativas pelo Sescoop-RJ, pós-graduação em Gestão de Processos pela Execoop, em 2025. Participou da Dominiumcoop em 2000 e da OCB-RJ no mesmo ano, atualmente é diretor da Cooperativa de Profissionais de Comunicação e Marketing - Comunicoop e editor da Revista BR Cooperativo. Edita a Folha do Motorista do Rio de Janeiro, que trata também do cooperativismo de transporte.

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