O Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic em 13,75% a.a. em reunião realizada nesta quarta-feira (1). A decisão foi tomada com base no ambiente externo. Os integrantes do Comitê consideram que a economia brasileira segue marcada pela perspectiva de crescimento global abaixo do potencial no próximo ano.
Um dos motivos da manutenção da Selic é o índice de inflação acima da meta. A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país, subiu de 5,48% para 5,74% para 2023.
De acordo com o Banco Central, a inflação brasileira só ficará dentro da meta a partir de 2024. A previsão para a inflação do próximo ano deverá se situar em 3%. E em 2025, (2,8%). Para esses dois anos, o CMN estabelece uma meta de 3% para o IPCA. Em janeiro, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), teve aumento de 0,55%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Entre as entidades que apoiam a decisão está a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Mas apesar considerar que as expectativas de inflação tanto para 2023 e 2024 estarem acima das metas, e considerar compreensível a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, de manter a taxa básica de juros (Selic) em 13,75% ao ano, é preciso cautela. Por isso, a CNI espera que o Copom inicie em breve o processo de redução da Selic, com continuidade do movimento de desaceleração da inflação.































