Vinícola Aurora colheu 70,5 milhões dequilos de uva na safra 2023, que se encerrou na última semana de março. A matéria-prima de vinhos finos, de mesa e sucos da cooperativa superou as projeções mais otimistas, com excelente sanidade, maturação e com grau Brix acima de 20 nas variedades como Chardonnay, Pinot Noir, Tannat e Merlo.
Esses são sinais de excelentes vinhos este ano. Porém, a Aurora destaca ainda o resultado como sinalizador da importância social da cooperativa. Em síntese, são 1,1 mil famílias associadas, com mais 5 mil pessoas envolvidas diretamente na colheita. De janeiro a março, foram recebidas 13 mil cargas da fruta, nas três unidades da empresa, em Bento Gonçalves (RS). Do total de 540 funcionários, mais de 270 atuam diretamente no processo da safra.
Dessa forma, as uvas viníferas, destinadas para vinhos finos tranquilos e espumantes, se destacaram na colheita deste ano. Elas representam 31,5% do volume total da colheita, com 22,2 milhões de quilos. Já as uvas utilizadas para elaboração de vinho de mesa e suco de uva, as chamadas americanas e híbridas, também tiveram parâmetros de sanidade e qualidade acima da média histórica, somando 68,5%, com 48,3 milhões de quilos.
Clima prejudica vinícola Aurora
sar dos números ´da colheita de 2023, com um volume 6,5% superior em relação à safra de 2022, os técnicos esperavam poruma safra maior. Por motivos climáticos, a vindima deste ano ficou um pouco abaixo da projeção inicial feita pela cooperativa. O gerente agrícola da Vinícola Aurora, Mauricio Bonafé, explica que, principalmente nas uvas americanas, as baixas temperaturas e a grande quantidade de dias nublados no período de floração fizeram com que a quantidade não atingisse os 75 milhões de quilos previstos no início da colheita, em janeiro.
“Isso aconteceu principalmente nas variedades Isabel, Isabel Precoce e Bordô. Importante ressaltar que não afetou a qualidade, já que próximo da safra tivemos longos períodos com pouca chuva. Nas uvas viníferas não tivemos uma perda de volume tão expressiva. Ea projeção inicial de que poderíamos ter uma matéria-prima com ótima performance para vinhos de guarda se confirmou”, garante Bonafé.
De acordo com ele, o volume hídrico em dezembro, janeiro e fevereiro beneficiou a safra de 2023.
“O clima foi mais seco no início da colheita, o que proporcionou uma melhora significativa no acumulo de açúcar e qualidades organolépticas (de cor, sabor, aroma) das uvas”, ilustra.




























