:A zona rural de Mâncio Lima, no Acre, viveu um momento histórico no último sábado (28) com a inauguração oficial ddo Complexo do café. A nova melhoria promete transformar o escoamento da produção, fortalecer as cooperativas agrícolas e impulsionar a economia local.
Com cerca de 25 km de extensão, o Ramal do Café recebeu investimentos de aproximadamente R$ 7 milhões em recursos estaduais e federais. A obra envolveu abertura, terraplanagem, construção de pontes e bueiros, garantindo acesso durante todo o ano, mesmo no período chuvoso.
Perpétua Almeida, diretora de Economia Sustentável e Industrialização do Acre, manifestou felicidde com o atual momento: “É dinheiro na feira de quem produz o estado. A obra vai beneficiar, nesse primeiro momento, mais de 2 mil pessoas em emprego gerado na hora.”
E o impacto na vida dos oradores recebeu elogios. De acordo como a Cooperativa dos Produtores de Café de Mâncio Lima (CoopCafé), o ramal beneficiará diretamente mais de 350 famílias de agricultores, membros de pelo menos quatro cooperativas. Antes da inauguração, o transporte do café era prejudicado por atoleiros e lama, resultando em perdas de até 15% da produção anual.
Além disso, Maria Antônia Souza, presidente da CoopCafé, não deixou por mentos: “Com a estrada pronta, esperamos reduzir os custos logísticos em até 30%. O volume escoado deve aumentar, pois a produção poderá ser transportada mais cedo e em melhores condições. Além disso, técnicos agora conseguem chegar às comunidades durante todo o ano, ampliando o acesso à assistência técnica e extensão rural.”
Depoimentos dos produtores locais
Raimunda Antunes, produtora de café:
“Estou muito feliz enquanto produtora, porque esse complexo está mudando a nossa vida.”Eduardo Tosta, líder do projeto Café Amazônia Sustentável:
“Nos últimos dois anos, o município de Mâncio Lima teve um incremento de arrecadação de mais de 40%. Isso é resultado direto do empoderamento da agricultura familiar, trazendo maior renda e distribuição para toda a cadeia produtiva da região do Vale do Juruá.”Jonas Lima, presidente da CoopCafé:
“O café plantado aqui na região está em áreas degradadas, que já estavam desmatadas. Estamos dando um novo dinamismo à região. Quando discutimos a criação da cooperativa, eu nem imaginava que hoje estaríamos gerando emprego e renda para a nossa comunidade.”João Batista, produtor associado à CoopCafé há oito anos:
“É a realização de um sonho antigo. Agora, nosso café vai chegar mais rápido e com mais qualidade às indústrias e feiras da cidade.”
Diversificação e sustentabilidade
Além do café, o ramal beneficia a produção de mandioca, banana e criação de pequenos animais, diversificando a renda das famílias agricultoras. O acesso melhorado também estimula a permanência dos jovens no campo, ampliando oportunidades de geração de renda e acesso à educação.
Gráfico: Evolução da produção de café em Mâncio Lima (2018-2024)
Uma análise dos dados da CoopCafé mostra o crescimento constante da produção de café nos últimos anos, com expectativa de novo salto após a inauguração do ramal:

Impacto econômico do Ramal do Café
O novo ramal não apenas facilita o escoamento da produção, mas também gera um efeito cascata na economia local:
- Redução de custos: Diminuição de até 30% nos custos de transporte
- Menos perdas: Queda estimada de 15% para menos de 3% nas perdas durante o transporte
- Novos mercados: Acesso a compradores que exigem regularidade na entrega
- Valorização da produção: Café de melhor qualidade, com menos danos durante o transporte
Futuro promissor para a cafeicultura acreana
Com a inauguração do Ramal do Café, as cooperativas de Mâncio Lima ganham novo fôlego para expandir a produção, buscar novos mercados e consolidar a região como referência na cafeicultura sustentável do Acre.



























