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Carnaval 2026: bilhões na avenida, toneladas no chão — e as cooperativas fora do jogo?

Claudio Rangel De Claudio Rangel
12/02/2026
Reading Time: 7 mins read
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Carnaval 2026: bilhões na avenida, toneladas no chão — e as cooperativas fora do jogo?

Como ficam os serviços de limpeza no Carnaval 2026?
As cooperativas de catadores estão sendo incluídas?
É possível realizar um Carnaval sustentável, com economia circular e inclusão produtiva?

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Em 2026, enquanto milhões de foliões ocupam ruas e avenidas do Brasil, essas perguntas ecoam com mais força. O Carnaval movimenta turismo, cultura e bilhões de reais. No entanto, também gera toneladas de resíduos sólidos em poucas horas. Como a maré da praia, sobe rapidamente e deixa rastros que precisam ser recolhidos antes que virem problema ambiental, social e fiscal.

Neste cenário, cooperativas de catadores surgem como protagonistas de uma agenda que une gestão de resíduos, economia circular e inclusão social. A inauguração da nova sede da Cooperativa Estação Reciclar, em Montenegro (RS), apoiada pela Fundação Banco do Brasil, oferece um pano de fundo concreto para entender o que está em jogo.

Cooperativas e limpeza urbana: a base invisível do Carnaval

Organizar a festa da folia exige planejamento logístico comparável a grandes operações industriais. E quando falamos de limpeza urbana em grandes eventos, a legislação é clara.

No Rio de Janeiro, a Lei Complementar Municipal nº 204/2019 determina que grandes eventos devem apresentar Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS) e contratar cooperativas de catadores para executar a coleta seletiva.

Mesmo assim, a Defensoria Pública da União (DPU) solicitou recentemente à Prefeitura do Rio informações sobre a participação de cooperativas no Carnaval 2026. Segundo o defensor público federal Cláudio Luiz dos Santos:

“A lei diz que, como pré-requisito para a autorização de grandes eventos, a organização precisa apresentar um plano de como seria a coleta seletiva e de como seria a separação dos resíduos sólidos com a contratação de cooperativas. Acontece que isso não vem sendo feito formalmente, como prevê a lei.”

A provocação é direta: quem está, de fato, fazendo a coleta seletiva no maior espetáculo da Terra? E mais: os catadores estão sendo incluídos de forma estruturada ou apenas de maneira informal e precária?

A discussão ganha relevância nacional, pois a Política Nacional de Resíduos Sólidos reconhece a dívida histórica com catadores e impõe ao poder público a promoção da inclusão socioambiental das cooperativas.

Montenegro (RS): quando a inclusão produtiva vira política estruturante

Enquanto algumas cidades ainda enfrentam entraves operacionais e jurídicos, Montenegro (RS) inaugura um modelo estruturado.

Com investimento social de aproximadamente R$ 4,1 milhões, a Fundação Banco do Brasil apoiou a nova sede da Cooperativa Estação Reciclar, beneficiando diretamente 28 famílias e impactando mais de mil moradores.

A nova estrutura permitirá:

  • Atendimento de até 60 cooperados
  • Gestão estimada de 780 toneladas de resíduos por ano
  • Ampliação da renda e da profissionalização da cadeia

Para Gilson Lima, diretor da Fundação BB, o fortalecimento das cooperativas de catadores representa uma estratégia essencial para o desenvolvimento sustentável: ” e também para a transformação social de comunidades em situação de vulnerabilidade. A Fundação Banco do Brasil entende a reciclagem como uma potência socioambiental”, disse.

Aqui, a metáfora é clara: se a reciclagem é uma engrenagem da economia circular, os catadores são os dentes que fazem o sistema girar. Sem estrutura, a máquina falha.

O projeto integra ainda a reconstrução socioeconômica do Rio Grande do Sul após as enchentes de 2024, demonstrando que gestão de resíduos também é política de resiliência territorial.

Carnaval sustentável: Salvador aponta novo modelo

Em Salvador, o Carnaval 2026 traz uma experiência pioneira: o primeiro desfile descarbonizado, em parceria com o British Council e o Navio Pirata do BaianaSystem.

O modelo inclui:

  • Inventário de emissões de carbono
  • Monitoramento da qualidade do ar
  • Coleta seletiva com cooperativas
  • Logística reversa (como reaproveitamento de lonas e coleta de óleo de cozinha)
  • Capacitação e fornecimento de EPIs para catadores

Rafael Ferraz, do British Council, resume:

“Grandes celebrações urbanas precisam começar a incorporar critérios ambientais desde o planejamento até o pós-evento.”

Já Leide Laje, da LAJE Sustentabilidade, reforça:

“Não basta reduzir emissões, é preciso cuidar das pessoas que fazem essa festa acontecer.”

O recado é objetivo: impacto ambiental e impacto social caminham juntos.

Economia circular: por que investir na base da cadeia é estratégico?

A especialista Isabela de Marchi, gerente de Sustentabilidade da SIG, destaca que a economia circular só ganha escala quando fortalece a base da cadeia:

“Investir em capacitação, gestão e infraestrutura na base do sistema reduz riscos operacionais, fortalece a segurança do abastecimento e amplia a competitividade.”

Os números reforçam essa visão:

  • Crescimento de 64% no volume reciclado em municípios atendidos por iniciativas estruturadas
  • Mais de 7,5 mil toneladas de materiais reinseridas no ciclo produtivo
  • Redução da pressão sobre aterros

Ou seja, não se trata apenas de limpeza urbana. Trata-se de eficiência econômica, redução de riscos fiscais e fortalecimento produtivo.

O desafio do Carnaval 2026: espetáculo ou legado?

O Carnaval é uma explosão de cores, sons e alegria. Mas, após o último bloco, resta uma pergunta incômoda: o que fica?

Toneladas de resíduos podem virar ou passivo ambiental ou oportunidade de renda e inclusão. A diferença está na governança, no cumprimento da legislação e na contratação formal de cooperativas.

Montenegro mostra que estruturar a base gera dignidade e eficiência. Salvador demonstra que é possível integrar descarbonização e inclusão. O Rio enfrenta questionamentos jurídicos que podem redefinir o modelo de gestão.

Afinal, o verdadeiro desfile sustentável não é apenas o que passa na avenida. Mas sim, o que deixa legado social e ambiental depois que a música termina.

Carnaval 2026
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Perguntas Frequentes

Como funciona a coleta seletiva no Carnaval?

Ela deve ser prevista em Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS), com segregação na fonte e contratação de cooperativas de catadores, conforme legislação municipal e federal.

Cooperativas são obrigatórias em grandes eventos?

Sim. No Rio, a Lei Complementar 204/2019 exige a contratação de cooperativas para execução da coleta seletiva em grandes eventos.

O que é Carnaval descarbonizado?

É um modelo que mede emissões de carbono, adota práticas de redução, promove compensação ambiental e integra economia circular e inclusão social.

Por que cooperativas são estratégicas?

Porque fortalecem a economia circular, geram renda, reduzem custos públicos com resíduos e ampliam a eficiência ambiental.

Tags: Carnaval Rio 2026Carnaval Salvador 2026Carnaval sustentávelCooperativas de catadoresCooperativismo socioambientalDPUEconomia circularFundação Banco do BrasilGestão de resíduos sólidosInclusão produtivaLimpeza urbanaPolítica Nacional de Resíduos Sólidos
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Claudio Rangel

Claudio Rangel

Formado em Comunicação Social, Habilitação Básica em Jornalismo, pela Universidade Gama Filho, em 1983, com pós-graduação em Assessoria de Imprensa pela Universidade Estácio de Sá (2000), pós-graduação em Gestão Executiva de Cooperativas pelo Sescoop-RJ, pós-graduação em Gestão de Processos pela Execoop, em 2025. Participou da Dominiumcoop em 2000 e da OCB-RJ no mesmo ano, atualmente é diretor da Cooperativa de Profissionais de Comunicação e Marketing - Comunicoop e editor da Revista BR Cooperativo. Edita a Folha do Motorista do Rio de Janeiro, que trata também do cooperativismo de transporte.

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