O protagonismo da bioeconomia paraense alcançou um novo patamar no encerramento do 11º Congresso de Inovação da Indústria, em São Paulo. O estado conquistou o primeiro lugar na categoria média empresa com a Kaatech e o projeto AçaíBot, um robô portátil desenvolvido para transformar a dinâmica de colheita do fruto, garantindo mais segurança e produtividade para as famílias produtoras.
Inovação Social e Inclusão no Campo
Para o setor cooperativista, o destaque do AçaíBot vai além da mecânica. Reinaldo Santos, representante da empresa vencedora, enfatizou que o projeto resolve um gargalo histórico: o risco ocupacional.
“O principal benefício é evitar o risco aos trabalhadores e melhorar a renda das famílias. Com o robô, não apenas homens, mas também mulheres são integradas ao processo de coleta de forma segura. Isso gera um impacto econômico direto na base produtiva”, explicou Santos.
Com financiamento do Governo Federal já garantido, a meta é audaciosa: produzir 300 mil equipamentos nos próximos dois anos, o que deve impactar diretamente as cooperativas de batedores e exportadores de açaí que buscam certificações de sustentabilidade e boas práticas de trabalho.
Fortalecimento do Ecossistema Regional
O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), Alex Carvalho, celebrou a vitória como um reflexo do amadurecimento tecnológico local. Ele destacou que a inovação paraense, que já havia passado por etapas preparatórias em Marabá, Santarém e Belém, está pronta para ser referência global em transição ecológica.
O evento, promovido pela CNI, reuniu mais de 2 mil lideranças para discutir Inteligência Artificial e Geopolítica. A comitiva do Sistema FIEPA reforçou que o sucesso do AçaíBot e de outros projetos, como o da Amazon Riira, demonstra que o valor agregado da floresta em pé depende diretamente do investimento em Ciência e Tecnologia (C&T).



























