Monte Carmelo, no Cerrado Mineiro, será o centro das discussões sobre o futuro da produção de café no Brasil. Nesta quarta-feira, 10 de junho de 2026, a cidade recebe a 3ª Jornada: O Mercado, o Carbono e o Café Regenerativo. O evento que reunirá produtores, pesquisadores, lideranças cooperativistas, representantes do mercado, instituições internacionais e especialistas em sustentabilidade, inovação, comunicação, gestão e finanças verdes.
A Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado de Monte Carmelo (monteCCer), eo Sebrae Minas promovem o evento. A iniciativa conta também com o Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) e pelo Conselho Nacional do Café (CNC. O objetivo é debater sobre a transição da cafeicultura para modelos mais sustentáveis, resilientes e competitivos.
Entretanto, o encontro acontece em um momento decisivo para o setor. Afinal, a cafeicultura brasileira amplia sua produção, mas também enfrenta novos desafios ligados à crise climática, à rastreabilidade, à redução de emissões, à conservação do solo, ao acesso a mercados mais exigentes e à necessidade de gerar mais valor para o produtor.
Café regenerativo ganha força como resposta aos novos desafios do mercado
Outro assunto que ganha força nos debates técnicos é sobre o café regenerativo. Antes era uma quesão ambiental. Atualmente, ela está diretamente ligada à competitividade da cadeia produtiva. Especialmente diante das exigências internacionais por origem comprovada, produção livre de desmatamento, gestão climática e boas práticas socioambientais.
Nesse contexto, a cafeicultura regenerativa surge como caminho para unir produtividade, qualidade, conservação ambiental e geração de valor. Entre as práticas debatidas estão o manejo adequado do solo, a recuperação da biodiversidade, a proteção de recursos hídricos, a arborização, a captura de carbono, a gestão eficiente da propriedade e a adaptação das lavouras aos efeitos das mudanças climáticas.
Para o presidente da monteCCer, Francisco Sérgio de Assis, o tema já faz parte da realidade do produtor.
“O café regenerativo não é mais uma discussão do futuro distante. Ele já é uma realidade que redefine produtividade, qualidade e acesso a mercados. Nosso papel é preparar o produtor para esse novo ciclo, conectando ciência, mercado, práticas regenerativas e competitividade”, afirma.
Cerrado Mineiro como vitrine de uma nova cafeicultura
A realização da Jornada em Monte Carmelo reforça o protagonismo do Cerrado Mineiro como uma das regiões mais relevantes da cafeicultura nacional. Além da qualidade reconhecida do café produzido no território, a região se destaca pela capacidade de organização dos produtores, pelo cooperativismo. Inclusive pela inovação e pela busca por modelos de produção mais sustentáveis.
O gerente do Sebrae Minas na Regional Alto Paranaíba e Noroeste, Marcos Geraldo Alves, destaca que a sustentabilidade precisa caminhar junto com gestão, tecnologia e visão de longo prazo.
“O que vemos no Cerrado Mineiro é um novo modelo de desenvolvimento: produzir melhor, regenerar e acessar mercados mais exigentes. Isso reforça o território como uma vitrine de futuro para o agro brasileiro, que conta com o apoio do Sebrae e iniciativas como o Educampo, levando gestão, tecnologia e visão de longo prazo ao produtor”, afirma.
Carbono, risco climático e finanças verdes entram na pauta do produtor
A 3ª Jornada também vai discutir um dos pontos mais sensíveis da cafeicultura em 2026: como transformar sustentabilidade em valor econômico para o produtor.
Com as mudanças climáticas afetando floradas, produtividade, disponibilidade hídrica e previsibilidade das safras, cresce a necessidade de integrar gestão de risco, seguro rural, crédito, finanças verdes e práticas regenerativas. Ao mesmo tempo, o mercado começa a reconhecer iniciativas capazes de reduzir emissões, ampliar a captura de carbono e comprovar boas práticas no campo.
Para Alessandro Rodrigues, gerente de ESG do Imaflora, o evento foi estruturado para oferecer respostas concretas aos desafios que já impactam a atividade.
“Os impactos da crise climática estão cada vez mais presentes e é preciso unir esforços para fortalecer as soluções existentes em torno de uma cafeicultura mais resiliente. Por isso, as discussões do evento foram construídas para preparar os produtores para o futuro”, afirma.
Programação reúne especialistas nacionais e internacionais
A programação da 3ª Jornada será estruturada em quatro painéis e uma palestra central, todos conectados ao eixo do café regenerativo, mercado, carbono e geração de valor.
O Painel I, mediado por Rodolfo Osório de Oliveira, da Embrapa Café, vai discutir a pergunta: “Afinal, o que é cafeicultura regenerativa?”. A mesa contará com a participação de Yuri Nogueira Feres, da Rainforest Alliance Regenerative, e João Raiser, do CBH Paranaíba.
Em seguida, o Painel II tratará de “Gestão de Risco, seguro e finanças verdes: como lidar com o risco?”. A mediação será de Pedro Loyola, da FGV, com participação de Elson Rocha Justino, diretor executivo do Sicoob Central Crediminas, representando o Sicoob Montecredi, e Cassandra Marcon Giacomazzi, fundadora da Nexo Estratégia & Sustentabilidade.
Além disso, após o almoço, o evento recebe a palestra “Gestão do Amanhã: Como a IA pode te ajudar?”, com Sandro Magaldi. A apresentação abordará sobretudo como a inteligência artificial pode apoiar a tomada de decisão, a gestão dos negócios rurais, a eficiência produtiva e a preparação das propriedades para um ambiente de maior complexidade.
Assim, o Painel III, mediado por Camila Souza Ramos, do Valor Econômico, traz uma provocação estratégica: “Fazenda de Café: Sem marca, Sem valor. Tem Futuro?”. Participam da discussão a estrategista de marca Mônica Rayol e Ricardo Nicodemos, presidente da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA).
Por fim, a programação técnica, o Painel IV abordará o tema “Panorama Mundial da Produção do Café: Onde estamos e para onde vamos?”. A mediação será de Francisco Sérgio de Assis, presidente da monteCCer, com participação de Vanúsia Nogueira, diretora-executiva da Organização Internacional do Café (OIC), e Marcelo Moreira, colaborador da Archer Consulting.
Cooperativismo fortalece a transição sustentável
A Jornada também evidencia o papel das cooperativas na construção de uma cafeicultura mais preparada para o futuro. Afinal, a transição para modelos regenerativos exige assistência técnica, acesso à informação, organização de dados, apoio à rastreabilidade, capacitação, crédito, seguro, certificação e conexão com compradores.
Nesse processo, o cooperativismo pode ser decisivo para evitar que a sustentabilidade se transforme em barreira para pequenos e médios produtores. Ao contrário, quando bem estruturada, ela pode se tornar uma oportunidade de valorização da origem, melhoria da renda, acesso a mercados diferenciados e fortalecimento da identidade regional.
Evento tem patrocínio Diamante do Sicoob Montecredi
A 3ª Jornada conta com Patrocínio Diamante do Sicoob Montecredi. Ao final da programação, será realizado um momento de confraternização entre os participantes, fortalecendo o networking e a integração entre produtores, especialistas, instituições e demais elos da cadeia produtiva.
Com isso, a 3ª Jornada: O Mercado, o Carbono e o Café Regenerativo reforça o protagonismo do Cerrado Mineiro e do Brasil na construção de uma cafeicultura mais sustentável, inovadora, competitiva e conectada às exigências do mercado global.
Serviço
Evento: 3ª Jornada: O Mercado, o Carbono e o Café Regenerativo
Data: 10 de junho de 2026
Horário: das 8h às 18h
Local: Vivendas Festas e Eventos
Endereço: Rua Dois, Monte Carmelo (MG)
Realização: monteCCer, Sebrae Minas, Imaflora e CNC
Patrocínio Diamante: Sicoob Montecredi
Perguntas e respostas
O que é a 3ª Jornada: O Mercado, o Carbono e o Café Regenerativo?
É um evento técnico e estratégico voltado à discussão sobre cafeicultura regenerativa, carbono, mercado, gestão de risco, finanças verdes, inteligência artificial e geração de valor na cadeia do café.
O evento acontece no dia 10 de junho de 2026, das 8h às 18h.
A Jornada será realizada no Vivendas Festas e Eventos, em Monte Carmelo, no Cerrado Mineiro.
Porque ajuda a preparar a cafeicultura para os desafios climáticos, melhora a saúde do solo, contribui para a captura de carbono, fortalece a rastreabilidade e pode ampliar o acesso a mercados mais exigentes.
O evento é promovido pela monteCCer, Sebrae Minas, Imaflora e Conselho Nacional do Café, com Patrocínio Diamante do Sicoob Montecredi.
As cooperativas podem apoiar produtores com assistência técnica, gestão, rastreabilidade, capacitação, acesso a crédito, certificações e conexão com mercados que valorizam práticas sustentáveis.




























