O cooperativismo encontrou a tradição gaúcha no dia 26 de setembro, quando jovens de três CTGs participantes do Sementchê do Cooperativismo se reuniram no CTG Pelego Branco, em Taquari, para a culminância da primeira edição do projeto.
A iniciativa da CERTAJA Energia envolveu integrantes de invernadas juvenis e levou conteúdos sobre cooperação, participação e coletividade, com a proposta para que transformassem o aprendizado em apresentações artísticas.
“Eles já possuem vivência e domínio das expressões culturais gaúchas. Por isso, a proposta foi utilizar a própria linguagem artística como ferramenta para expressar os conhecimentos adquiridos”, explica Luciana Dannenberg, um dos nomes à frente do projeto.
A experiência nasceu inspirada no Sementes do Cooperativismo, desenvolvido há mais de duas décadas nas escolas municipais da área de atuação da cooperativa. Para Deise Ferreira de Araújo, coordenadora do setor de Relacionamento com o Cooperado, a mudança permitiu alcançar os jovens em outro espaço de formação. “A ideia não é simplesmente levar um projeto para dentro dos CTGs, mas construir uma experiência que faça sentido para esse universo e para os jovens que dele participam”, pontua.
Foram 41 participantes, com faixa etária entre 13 e 17 anos, em três encontros formativos de uma hora e meia. Os conteúdos envolveram a história da CERTAJA, os princípios do cooperativismo, as oportunidades de trabalho na cooperativa, os programas sociais e as ações alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
A experiência pelo olhar dos jovens

Luisa Borba Egewardt — 16 anos
CTG Querência do Tio Pedro, de Tabaí
A experiência mostrou à Luisa que a cooperação exige abertura para ouvir e considerar as ideias dos outros, além da própria. Ao longo dos encontros, ela percebeu que o trabalho coletivo pode ser mais desafiador do que parece, mas também permite construir soluções a partir de diferentes pontos de vista. “Não é uma coisa só que a gente vai levar para a vida, é mais ou menos um pouquinho de cada coisa, que é muito importante.”

Laura Brandão — 13 anos
CTG Pelego Branco, de Taquari
Para Laura, o projeto reforçou que o trabalho coletivo depende da participação de cada integrante. O desafio de transformar os conteúdos aprendidos em uma apresentação artística também aproximou os participantes da história da comunidade. O grupo desenvolveu uma apresentação sobre a chegada dos colonizadores à região, unindo pesquisa, cultura e trabalho conjunto. “No cooperativismo, no meu ponto de vista, é assim: a gente tem que trabalhar sempre juntos.”

Pablo Henrique Espíndola — 17 anos
CTG Estância da Vendinha, de Triunfo
Pablo destaca as relações construídas durante a experiência e o aprendizado sobre participação, união e cooperação. Para ele, um dos desafios foi transformar as ideias trabalhadas nos encontros em uma apresentação com música, dança e teatro, o que exigiu semanas de ensaios. Além do aprendizado, a experiência permitiu conhecer novas pessoas e fortalecer vínculos dentro do próprio CTG. “Eu acabei fazendo bastante amizade com esse projeto, conhecendo bastante gente. E isso acaba acarretando até no meu futuro aqui dentro do CTG.”
Fotos: Crédito: Henrique Carravetta.























