A Venda de Peixes e a produção por parte de cooperativas no Brasil deve subir entre 15% a 20% em relação ao feriado do ano passado. De acordo com Francisco Medeiros, presidente executivo da Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBR), o consumo já vem aumentando desde o final do ano passado, e a expectativa é que esse crescimento continue.
Ainda segundo a PeixeBR, associação que também inclui cooperativas produtoras, o peixe mais consumido no país é a tilápia, com cerca de 65% do mercado.
Apesar de tudo isso, os preços continuam altos. Segundo pesquisadores do Centro de Estudos de Economia aplicada (Cepea/SP), isso se deve principalmente devido às altas nos preços dos ingredientes básicos da ração – de galinhas e de peixes – como o farelo de soja e o milho. De acordo com o estudo, as fortes altas acumuladas nas três primeiras semanas de fevereiro elevaram significativamente os preços médios mensais dos ovos, que atingiram recordes.
Também o custo de produção tem crescido bastante ao longo dos últimos anos. Principalmente os custos com milho e farelo de soja, que são os principais componentes da ração animal. Mas o que antes era uma alternativa, agora vai complicar ainda mais a vida dos brasileiros. É que o ovo está mais caro também.
O bacalhau
A maior parte dos peixes consumidos no Brasil são da Aquicultura. Ou seja, produzido em cativeiro. Chegam a ser 60% do mercado. Mas para a Semana Santa, quando aumenta o consumo de bacalhau, a solução importada é bastante salgada. Segundo Fábio Pizzamiglio, da Efficienza Negócios Internacionais, a alta dos preços do bacalhau se deu por conta de escassez do produto, o aumento do dólar e a pandemia, que afetou o setor de pesca e a logística de importação, principalmente o bacalhau da Noruega e países vizinhos.
“Além do aumento no preço do bacalhau, os brasileiros também estão enfrentando alta nos preços de outros ingredientes como ovos, o que tem levado as famílias a buscar alternativas mais acessíveis para o almoço de Páscoa”, comenta Fábio Pizzamiglio da Efficienza Negócios Internacionais.”
O quilo do bacalhau pode variar muito de uma região para outra, segundo pesquisa do Mercado Mineiro, em Belo Horizonte, O bacalhau tipo cod foi de R$ 152,68 para R$ 171,57 (12,37%). O bacalhau tipo porto imperial, dos R$ 177,88 para R$ 196,43 (10,43%). E o bacalhau tipo saithe, dos R$ 78,83 para R$ 83,32 (5,7%). Das opções mais “em conta”, o quilo da tainha, que custava em média R$ 25,90, subiu para R$ 39,90, com aumento de 28%. O do filé de merluza subiu de R$ 26,79 para R$ 32,76, alta de 22%.
Em Goiás, o Procon registrou uma variação de até 332% e um aumento médio de 58% em alguns produtos comparados ao ano passado. A maior variação foi entre o bacalhau tipo saithe, que custa de R$ 34,90 a R$ 150,90 – uma diferença de 332% no mesmo produto. Já o famoso “Gadus Morhua” pode ser encontrado entre R$ 99,00 e R$ 239,90 o quilo.
Em São Paulo, o preço do quilo do bacalhau tipo “Gadus Morhua” pode ser encontrado o quilo entre R$ 149,00 a R$ 290,99. O bacalhau tipo saithe chega à sacola do consumidor com uma variação de R$ 26,90 a R$ 81,90. No Rio de Janeiro, o preço do quilo do bacalhau tipo “Gadus Morhua” pode ser encontrado a partir de R$ 132,50 chegando a casa dos R$ 315,90. No tipo saithe a variação é menor ficando entre R$ 28,90 a R$ 75,90 o quilo.
No nordeste, um levantamento feito pela Autarquia de Proteção e Defesa do Consumidor da Paraíba (Procon-PB) mostra que o quilo do lombo de bacalhau está custando entre R$ 74,50 e R$ 99,99 em João Pessoa. Segundo dados do Procon em Juazeiro da Bahia, o quilo do bacalhau tipo Saithe varia de R$ 52,90 a R$ 59,90. Do total de entrevistados pela pesquisa feita pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso do Sul (Fecomércio), 34,94% dos sul-mato-grossenses informaram que o peixe não pode faltar em suas compras de páscoa para a comemoração.




























