O Governo de São Paulo lançou a segunda edição do programa Rotas do Vinho de São Paulo, ampliando a presença do enoturismo no estado e consolidando o segmento como vetor de desenvolvimento regional. Agora, a iniciativa reúne 87 atrativos turísticos, entre vinícolas e experiências ligadas ao universo do vinho, distribuídos em cinco rotas e 38 municípios paulistas. Desse total, 22 são enodestinos, ou seja, destinos com vocação consolidada para atividades associadas ao vinho.
A proposta é fortalecer a vitivinicultura paulista como atividade econômica e turística, integrando produção, cultura, gastronomia e lazer. Afinal, o vinho, neste contexto, deixa de ser apenas produto e passa a funcionar como ponte entre o campo, a experiência turística e a economia local.
Programa amplia presença do vinho no turismo paulista
A nova edição do programa é coordenada pela Casa Civil e pela InvestSP, com participação das secretarias estaduais de Turismo e Viagens, Desenvolvimento Econômico, Agricultura e Abastecimento e Cultura, Economia e Indústrias Criativas.
Na prática, o objetivo é organizar melhor os territórios produtores, estruturar os roteiros turísticos e estimular novos investimentos. Ao mesmo tempo, o programa busca ampliar a qualificação da oferta, melhorar a infraestrutura e dar mais visibilidade às regiões produtoras de vinho do estado.
Com isso, São Paulo reforça sua estratégia de transformar a vitivinicultura em ativo de desenvolvimento regional. Não se trata apenas de promover passeios ou degustações. Trata-se, sobretudo, de criar um ecossistema em que turismo, cultura e produção caminhem lado a lado.
Levantamento mostra aumento de visitantes e impacto econômico
Os dados mais recentes indicam que a iniciativa já vem gerando resultados concretos. Segundo levantamento do Centro de Inteligência da Economia do Turismo (CIET), realizado em setembro do ano passado, 73,7% das vinícolas participantes avaliaram positivamente os efeitos do programa.
Além disso, 82% das vinícolas registraram aumento no número de visitantes desde a implantação das rotas, com crescimento médio de 27% no fluxo turístico. O gasto médio por visitante, por sua vez, foi estimado em R$ 204, o que evidencia o potencial da atividade para movimentar a economia local.
Em outras palavras, o enoturismo funciona como uma engrenagem que impulsiona não apenas as vinícolas, mas também restaurantes, meios de hospedagem, comércios e serviços das cidades envolvidas. Está entre as atividades do agronegócio.
Infraestrutura, emprego e qualificação ganham força
O avanço do fluxo turístico também começa a provocar mudanças estruturais nas propriedades. De acordo com o levantamento, 92% das vinícolas já iniciaram ou pretendem iniciar obras de melhoria em infraestrutura, sendo que 38,5% dessas ações foram motivadas diretamente pelo crescimento da demanda.
Esse movimento demonstra que o turismo do vinho deixou de ser aposta futura para se tornar realidade presente. Quando uma rota se fortalece, o território precisa responder. E essa resposta aparece em obras, adequações, novos serviços e mais profissionalização no atendimento ao visitante.
No mercado de trabalho, os reflexos também são relevantes. O estudo mostra que 67,9% das vinícolas estão contratando novos funcionários, e em 52,6% dos casos a ampliação das equipes foi atribuída ao aumento de visitantes. Assim, o programa passa a exercer papel importante também na geração de emprego e renda no interior paulista.
Experiências turísticas se diversificam nas vinícolas
Outro dado relevante é a ampliação das experiências oferecidas ao público. Segundo o levantamento, 96% das vinícolas estão criando ou expandindo atividades turísticas, como degustações guiadas, passeios pelos vinhedos, eventos gastronômicos e ações culturais.
Em 55,6% dos casos, essas novidades surgiram como resposta direta ao aumento da procura. Isso mostra que o turista de hoje não busca apenas comprar uma garrafa. Ele quer vivenciar o território, compreender a história da produção e participar de experiências mais completas.
É como se o vinho deixasse de estar apenas na taça e passasse a ocupar toda a paisagem ao redor.
Cinco rotas e 22 enodestinos integram a nova edição
As regiões contempladas nesta nova fase do programa são Alta Mogiana, Alto da Mantiqueira, Bandeirantes, Circuito das Frutas e Serra dos Encontros, além dos 22 enodestinos reconhecidos pela iniciativa.
Com a atualização, o estado amplia o mapa do enoturismo paulista e fortalece a imagem de São Paulo como destino competitivo também no segmento do turismo do vinho. Por fim, a nova edição do programa confirma uma tendência que cresce no Brasil: a busca por experiências turísticas ligadas à identidade, à produção local e ao contato com o território.




























