A CredCrea anunciou que reduziu de mais de 20 minutos para menos de cinco minutos o tempo necessário para executar uma etapa operacional da abertura de contas. O resultado veio após a cooperativa mapear, padronizar e automatizar processos internos, com o objetivo de aumentar a produtividade e melhorar a experiência dos cooperados.
De acordo com a cooperativa, a transformação começou em 2024, com a criação da área de Processos, Dados e Inovação. Desde então, a equipe já analisou cerca de 200 fluxos de trabalho para identificar etapas que poderiam ser simplificadas, padronizadas ou automatizadas.
Além de reduzir em aproximadamente 75% o tempo do procedimento na abertura de contas, a mudança diminuiu o retrabalho. Atualmente, quando uma solicitação apresenta alguma inconsistência, o processo retorna apenas à etapa que precisa de correção. Anteriormente, a equipe precisava reiniciar todo o fluxo.
“Primeiro precisamos entender e organizar o processo. Com essa base estruturada, conseguimos identificar onde automatizar, reduzir retrabalho e dar mais velocidade às equipes. O objetivo final é que esse ganho chegue ao cooperado”, afirma John Hauptli, diretor administrativo e de Riscos da CredCrea.
Organização dos processos prepara avanço tecnológico
A cooperativa utiliza uma plataforma corporativa para mapear, documentar e acompanhar as demandas das diferentes áreas. A ferramenta permite padronizar procedimentos, controlar prazos e monitorar a utilização dos recursos.
Com os processos organizados, a CredCrea passou a identificar gargalos, medir indicadores operacionais e implementar melhorias contínuas. A estrutura também criou condições para o avanço de projetos de automação, análise de dados e inteligência artificial.
A experiência mostra que a transformação digital não depende apenas da contratação de novas tecnologias. Antes de automatizar uma atividade, a organização precisa compreender como ela funciona, quais etapas são necessárias e onde estão os pontos que provocam atrasos ou retrabalho.
Dados influenciam formato das novas unidades
A organização das informações também passou a orientar decisões sobre a estrutura dos postos de atendimento. Ao analisar os hábitos dos cooperados, a CredCrea identificou uma redução na procura por saques e depósitos em dinheiro.
O comportamento foi considerado no planejamento dos novos postos de atendimento de Joinville e Chapecó, em Santa Catarina. As unidades substituíram os caixas físicos tradicionais por terminais de autoatendimento.
Mesmo com a mudança, os espaços mantêm equipes para orientação e atendimento consultivo. As estruturas também contam com áreas de convivência e salas de reunião que podem ser utilizadas pelos cooperados.
A retirada dos caixas tradicionais reduz despesas com vigilância e movimentação de numerário, além de aumentar a segurança operacional. Segundo a cooperativa, os recursos economizados podem financiar novos investimentos e benefícios destinados ao quadro social.
“Os dados nos mostram como o cooperado utiliza nossos serviços e nossos espaços. Com isso, conseguimos direcionar investimentos para aquilo que realmente gera valor, mantendo o relacionamento próximo que sempre fez parte da nossa essência”, explica Hauptli.
Indicadores apoiam decisões sobre crédito e expansão
Painéis gerenciais e análises especializadas ajudam os gestores a acompanhar resultados e avaliar o desempenho das operações. As informações também apoiam decisões relacionadas à carteira de crédito e à identificação de oportunidades de aproximação com os cooperados.
Com esses dados, a cooperativa procura direcionar recursos para serviços com maior demanda e evitar investimentos em estruturas que perderam relevância diante das mudanças no comportamento dos usuários.
“Estamos avançando para entender onde a tecnologia pode gerar mais impacto, acompanhando novos hábitos, aprimorando nossos processos e melhorando continuamente a experiência do cooperado”, acrescenta o diretor.
Agentes de inteligência artificial apoiam colaboradores
A CredCrea também desenvolveu agentes internos de inteligência artificial para facilitar o acesso a normas, procedimentos e orientações operacionais.
O principal deles é o CAIO, sigla para CredCrea Assistente de Inteligência Operacional. A ferramenta funciona como um assistente digital dentro do ambiente corporativo e permite que os colaboradores consultem informações de forma mais rápida.
A cooperativa já utiliza agentes especializados para apoiar equipes de cadastro, cartões, finanças, consórcios, seguros e controles internos, além de outras atividades. O objetivo é reduzir o tempo gasto na procura por informações e padronizar as orientações oferecidas aos profissionais.
Ao transferir parte das tarefas repetitivas para ferramentas automatizadas, a CredCrea pretende liberar as equipes para atividades que exigem análise, orientação financeira e relacionamento com os cooperados.
“A tecnologia não vem para substituir pessoas nem o relacionamento com os cooperados. Ela assume parte das tarefas repetitivas e operacionais para que nossas equipes possam dedicar mais tempo à análise, orientação e geração de valor”, conclui Hauptli.
























